Enquanto Pátio posava de vítima; Ananias está fazendo
31 de Maio de 2012, 18h34
As consecutivas derrotas na Justiça Eleitoral parecem não abalar a ânsia do ex-prefeito José Carlos do Pátio em retomar o mandato. Cassado por crime eleitoral, ele já torrou uma pequena fortuna com advogados caríssimos na esperança de reaver o mandato - que terminaria em dezembro deste ano. O que ninguém entende é porque tanto desejo para voltar se, quando estava na Prefeitura, ele demonstrou absoluta inaptidão para o cargo.
A prova final da incapacidade de Pátio foram as mudanças observadas nestas duas semanas em que Rondonópolis foi governada pelo prefeito interino Ananias Filho. Com a mesma estrutura e praticamente sem alterar a equipe deixada pelo antecessor, Ananias deu um choque de gestão e, após quase três anos e meio de indolência, a Prefeitura voltou a ter significado para os rondonopolitanos.
Enquanto Pátio parecia amar o auto isolamento, Ananias preferiu envolver a sociedade e a classe política num esforço conjunto que está, aos poucos, reparando o caos deixado pelo prefeito cassado.
O novo prefeito já desengavetou ações importantes, como a licitação da Zona Azul, dialogou com a Câmara para viabilizar a vinda de milhões de reais em recursos da União e retomou o diálogo com os servidores municipais.
Ao invés de ficar posando de vítima e recrutando inimigos, Ananias preferiu trabalhar. Restabeleceu o fornecimento de remédios nos postos e unidades de saúde, cobrou investimentos prometidos pelo Governo do Estado, lançou obras e iniciou uma ampla operação para tapar buracos em toda a cidade. Tudo com os mesmos recursos e com a mesma equipe - que o antecessor costumava acusar de incompetência.
Os reais motivos que levam Pátio a continuar investindo na tentativa de voltar a Prefeitura são um mistério. Mas se bem pensasse, e se tivesse alguma consideração pela cidade, ele aproveitaria a 'deixa' da Justiça Eleitoral para sair de fininho do cenário político. O ex-prefeito iria economizar milhares de reais e Rondonópolis agradeceria imensamente. Com o tempo, poderíamos até esquecer o desastre que foi a passagem dele no Executivo.
Fica a sugestão.