AFRONTA
Agressões contra guarnições do Samu são casos isolados, diz Major
Procedimentos junto à Policia Civil já foram realizados, e rotina de atendimento de ocorrências é reforçada
31 de Maio de 2016, 18h09
No último fim de semana em Rondonópolis, dois casos semelhantes de agressões a membros do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU chamaram a atenção de toda a população da cidade e do estado. Segundo o Major Neurivaldo Sousa, no dia a dia de atendimentos agressões verbais ocorrem com frequência, mas casos extremos como ocorridos não há registros recentes.
No sábado (28) ao realizarem o atendimento de uma ocorrência de acidente de trânsito, dois bombeiros militares foram agredidos por um familiar da vítima que estava sendo ocorrida. O segundo caso ocorreu no domingo(29), onde outra guarnição também foi ameaçada no momento do atendimento, neste caso o agressor foi rendido, dada a voz de prisão e conduzido para a 1ª Delegacia de Polícia.
Para o Major Neurivaldo Souza, o que ocorreu no fim de semana foram casos isolados, mas que são considerados uma afronta à instituição e ao Estado. “Nós ouvimos os bombeiros envolvidos nos dois fatos e também os relatórios com a narrativa da ocorrência, além do B.O na polícia civil, agora estamos aguardando o desenrolar do caso”, disse.
Além dos procedimentos junto a polícia, os bombeiros que atuam no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência receberam orientações sobre como agir em situações que podem evoluir para agressões a guarnição. “O que orientamos aos nossos soldados é para que apenas realizem o procedimento de socorro a vitima, e caso haja alguma reação de terceiros, eles foram orientados a pedir reforço do batalhão ou a polícia militar”, explicou o Major.
Mesmo não sendo um ato que tenha justificativa, o Major entende que em alguns casos as pessoas agem com a emoção do momento e pede uma maior compressão devido ao tempo resposta para uma chamada não ser satisfatório. “ É evidente para quem espera o Samu para ser atendido, os minutos são uma eternidade, mas estamos trabalhando com apenas três viaturas e muitas vezes estão atendendo ou em deslocamento, por isso pode ocorrer algum atraso na chegada” alertou.
Ele explicou ainda outro fato que gera insatisfação por parte da população durante o atendimento, se passa quando a viatura permanece no local e não se dirige para a unidade hospitalar de imediato. “O que ocorre neste momento é um processo de estabilização da vítima, a viatura avançada tem todos os equipamentos necessários para o suporte a vida e só depois do médico estabilizar o paciente, nós podemos nos deslocar para o hospital. Este tempo que estamos “parados” no local estamos trabalhando para salvar a vida de uma pessoa”, comentou.
Relembre um dos casos