FMC ELLO

Gerente do jogo do bicho em Rondonópolis se apresenta na sede do GCCO

Eduardo Coutinho Gomes faz parte da organização criminosa liderada pelo empresário Frederico Muller Coutinho.

por Cuiabá, MT - Daffiny Delgado

31 de Maio de 2019, 07h10

Gerente do jogo do bicho em Rondonópolis se apresenta na sede do GCCO
Gerente do jogo do bicho em Rondonópolis se apresenta na sede do GCCO

Eduardo Coutinho Gomes, gerente da empresa FMC Ello, investigada na Operação Mantus, se entregou na sede da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), na tarde de quinta-feira (30), em Cuiabá.

Ele teve sua prisão decretada pelo juiz da 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu, junto de mais 32 pessoas que são investigadas por envolvimento com lavagem de dinheiro e o jogo do bicho.

Segundo o delegado titular da GCCO, Flávio Stringueta, foi por intermédio de um advogado que ele acabou procurando a polícia.

"Ele contou que estava em Rondonópolis e assim que ficou sabendo da operação, se escondeu e contatou um advogado.Foi por intermédio dele que combinamos a sua apresentação na delegacia", explicou delegado.

As investigações apontaram que Eduardo gerenciava a jogatina da empresa FMC Ello, chefiada pelo empresário Frederico Muller Coutinho, no município de Rondonópolis. A informação ainda é de que Frederico seria primo de Eduardo.

A operação desarticulou duas organizações criminosas, concorrentes, que atuavam em Mato Grosso no jogo do bicho. Uma das empresas investigadas é a Colibri de João Arcanjo Ribeiro.

O delegado ainda explicou que pelo menos cinco alvos da operação ainda não foram encontrados.

Mantus

A operação foi deflagrada na manhã de quarta-feira (29). No total, foram expedidos 63 mandados judiciais, sendo 33 de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão domiciliar.

As ordens judiciais foram cumpridas em Várzea Grande e em mais 5 cidades do interior do Estado.

Arcanjo foi preso na sua residência e seu genro, no Aeroporto de Guarulhos (SP), com o apoio da Polícia Federal. Já Coutinho foi preso em seu apartamento.

Conforme o delegado Luiz Henrique Damasceno, a investigação começou em agosto de 2017, quando a Polícia Civil recebeu uma denúncia sobre a permanência e continuidade do jogo do bicho em Cuiabá.

Os suspeitos devem responder pelo crime de organização criminosa, lavagem de dinheiro, contravenção penal do jogo do bicho e extorsão mediante sequestro, cujas penas somadas ultrapassam 30 anos.