Greve na Educação
Governador não atende reivindicações dos professores
“Se eu der um aumento, depois não terei o dinheiro para pagar. O que vai significar mais atrasos de salários”, explica o governador.
31 de Maio de 2019, 13h33
O governador Mauro Mendes (DEM) esteve reunido nesta sexta-feira (31), no Palácio Paiaguás, com o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), para uma tentativa de negociação com a categoria, que está em greve geral desde a última segunda-feira (27). Mendes foi direto ao ponto e afirmou que neste momento, não há nenhuma perspectiva de atender as reivindicações dos servidores da educação.
A principal reivindicação dos professores é que o Governo do Estado cumpra com a lei dobra do poder de compra. A legislação foi aprovada em 2013 ainda na gestão de Silval Barbosa e prevê ganhos reais anuais de 7,69% até 2022.
O governador usou como justificativa a crise que o Estado enfrenta no momento. Segundo ele, Mato Grosso já está em descumprimento com a Lei de Responsabilidade Fiscal Federal e Estadual, devido ao estouro do limite com gasto com pessoal. "Eu vou dar um aumento e depois não terei o dinheiro para pagar, o que vai significar mais atrasos de salários", explica Mendes.
Além do descumprimento da LRF, Mauto Mendes afirma que conceder o aumento real ainda lesa a Emenda Constitucional que estabelece o Teto de Gastos do Executivo, e pode implicar em um processo por improbidade administrativa. Além do aumento salarial, os profissionais da educação reivindicam melhoria na estrutura das escolas.
O Executivo deverá apresentar na terça-feira (04), um documento aos servidores demonstrando a impossibilidade de o Governo atender as demandas solicitadas pela categoria.