Análise
Medeiros diz que 'Força da Gente' deve priorizar conquista de votos dos jovens
Suplente de senador avalia que Percival Muniz é favorito, mas diz que vitória dependerá da comparação entre os candidatos a prefeito
31 de Julho de 2012, 09h00
O suplente de senador José Antonio Medeiros (PPS) visitou a sede do GazetaMT e conversou com a reportagem sobre o processo eleitoral em Rondonópolis. Ele não é candidato, mas está acompanhando as eleições de perto e integra o conselho político encarregado de definir as estratégias da coligação "Força da Gente', que apóia a chapa liderada por Percival Muniz, tendo Rogério Salles como candidato a vice. Medeiros avalia que o grupo é favorito, mas precisará trabalhar bastante para chegar a vitória.
A maior preocupação expressa pelo dirigente do PPS está relacionada a conquista do voto dos jovens com idades até 25anos. A maioria deles era criança quando Percival e Rogério governaram a cidade e, segundo Medeiros, a isso os torna mais propensos a optarem pelo candidato adversário que está no dia a dia da política local.
"É um voto mais propenso ao Ananias Filho do que a nós. Precisaremos ser competentes na comparação das gestões para ganhar o voto dos mais jovens", avalia.
Medeiros destacou também que as pesquisas mostram que há um grande número de eleitores indecisos em todas as faixas etárias, o que seria reflexo da demora no início das campanhas. Ele avalia que esse ritmo mais lento tenha a ver com a saída do páreo de concorrentes importantes como os ex-prefeitos Adilton Sachetti (PDT) e José Carlos do Pátio (PMDB) e também do deputado federal Wellington Fagundes (PR) - substituído por Ananias Filho.
A estratégia para conquistar os indeciso deverá ser a mesma utilizada para atrair os mais jovens: comparação. Medeiros aposta que, na medida em que conhecerem os avanços das gestões passadas e as propostas para o futuro, os rondonopolitanos vão optar pelos candidatos da 'Força da Gente'. "Além de já terem serviço prestado, o Percival e o Rogério tem tato, competência e uma visão holística para aproveitar esse momento de transformação que a cidade vive. Isso vai pesar muito na comparação", diz ele.
Medeiros falou também sobre a influência das de apoios externos e da 'máquina pública' na campanha municipal. Apesar de reconhecer que a situação favorece Ananias Filho, ele minimizou o impacto na decisão do eleitorado.
"Essa questão do 'alinhamento político' não existe, até pois mesmo com todo alinhamento que temos o município perdeu muita coisa. A população vai analisar outras variáveis, até porque o Percival e o Rogério são reconhecidos pela ausência de preconceito com os adversários. Eles conversam e têm o respeito de todo mundo", afirmou.
Outro ponto levantado para contestar a importância do alinhamento na decisão dos eleitores, é que os governos estadual e federal serão renovados daqui a dois anos. "Além de não termos problemas com o governador Silval, temos uma excelente relação com o senador Pedro Taques (PDT) - que poderá ser o próximo governador de Mato Grosso", finalizou Medeiros.