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Cooperativa produz sabão a partir de óleo de cozinha usado

Eles formaram uma cooperativa e estão transformando o óleo em sabão líquido, que é doado para entidades assistenciais da cidade

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31 de Julho de 2019, 09h03

Cooperativa produz sabão a partir de óleo de cozinha usado
Cooperativa produz sabão a partir de óleo de cozinha usado

Um grupo de ambientalistas de Rondonópolis encontrou uma maneira criativa de dar uma destinação final ao óleo de cozinha usado, que causam enormes danos ao meio ambiente. Eles formaram uma cooperativa e estão transformando o óleo em sabão líquido, que é doado para entidades assistenciais da cidade.

De acordo com o biólogo Almir Araújo, um dos fundadores da Cooperativa Ecológica de Reciclagem do Óleo (Coopero), a ideia de reciclar o óleo vegetal usado surgiu há vários anos, mas a cooperativa só foi viabilizada há cerca de um ano e o grupo já produz o sabão há alguns meses. "A Coopero surgiu da necessidade que nós identificamos de dar uma destinação final adequada à esse resíduo. Nós vimos que havia pessoas interessadas em reciclar outros materiais, como o papelão, o plástico, e outros. Mas o óleo de cozinha usado, ninguém tinha nenhum projeto para reaproveitar esse material, que acabava sempre sendo jogado no esgoto e indo parar nos rios, causando enormes danos ambientais. Daí, decidimos focar na coleta desse material e transformá-lo em algo que pudesse ser útil para a sociedade", explicou.

A cooperativa está produzindo o sabão líquido artesanal há alguns meses, que é doado para entidades assistenciais - Foto Denilson Paredes/GMT"Um litro de óleo de cozinha contamina vinte mil litros de água. E esse material depois de usado é jogado na natureza, pois não há nenhuma política pública para destinar ele corretamente. Normalmente, é jogado na rede de esgoto, de onde vai escorrer pela tubulação para os rios. Além de poluir os mananciais, ele ainda vai entupir a tubulação e causar outros danos. O prejuízo ambiental é imenso. O que nós fazemos é coletar esse material nos comércios, restaurantes, condomínios e transformar em sabão, evitando que ele vá parar na natureza", completou o empresário Wilson Riva, também fundador da Coopero.

O resultado do trabalho é doado para uma série de entidades assistenciais da cidade, como o Lar Cristão, Lar dos Idosos e outras. Incialmente, os cooperados estão produzindo um sabão artesanal na forma líquida, que serve para a limpeza de pisos e utensílios domésticos, mas também pode ser usado para lavar roupa, mas como não tem a adição de nenhum produto específico para isso, não deixa aquele cheiro típico dos sabões industrializados.

Segundo os ambientalistas, a cada três litros de óleo de cozinha já usado, a Coopero produz cerca de vinte litros de sabão líquido. "Dessa forma, o que iria para o lixo, poluir o meio ambiente, se torna algo útil para essas instituições para quem doamos o sabão. É uma forma de transformar um problema numa solução", concluiu Wilson Riva.