SUPREMO
STJ pode convocar juiz para substituir ministro relator da Operação Lava Jato no tribunal
31 de Julho de 2019, 09h45
Ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) poderão discutir na sessão da próxima quinta-feira (1º) – data de reabertura dos trabalhos do Judiciário após o recesso de meio de ano – a convocação de um juiz ou de um desembargador para substituir provisoriamente o relator da Operação Lava Jato na Corte, ministro Felix Fischer.
Fischer está ausente desde a semana passada, quando foi internado devido a uma embolia pulmonar. Por enquanto, não há previsão de retorno. O STJ não presta informações sobre a situação do ministro.
A possível substituição é motivada pela preocupação de ministros do STJ com o andamento dos processos que estão com Fischer. Ele cuida dos casos que envolvem a Lava Jato em Curitiba e também desdobramentos da operação em outros estados.
O regimento do STJ prevê que, em caso de afastamento de ministro por prazo superior a 30 dias, "poderá ser convocado juiz de Tribunal Regional Federal ou desembargador", sempre pelo voto da maioria absoluta dos membros da Corte especial".
A corte do STJ é formada pelos 15 ministros com mais tempo de atuação no tribunal e se reúne nesta quinta – o tema não está oficialmente na pauta, que inclui casos envolvendo as empresas OAS e Engevix, ambas alvos da Lava Jato, embora não sejam casos relacionados à operação.
Conforme o regimento, em caso de afastamento entre quatro e 30 dias, os processos de "natureza urgente", caso a parte faça a alegação, podem ser redistribuídos para outro ministro da Quinta Turma – a que Fischer integra.
Em caso de afastamento superior a 30 dias, se houver convocação de substituto, ele mantém os processos do gabinete do ministro afastado.
Se não houver convocação de substituto, o ministro para de receber novos processos, e os casos dele, caso a parte alegue urgência, também são sorteados entre outros ministros da turma.