CONTINGENCIAMENTO

Governador Pedro Taques determina cortes para enfrentar crise

por GazetaMT

31 de Agosto de 2016, 10h00

Governador Pedro Taques determina cortes para enfrentar crise
Governador Pedro Taques determina cortes para enfrentar crise

O governador Pedro Taques (PSDB) baixou decreto determinando o contingenciamento de gastos da administração pública para enfrentar a crise econômica que atingiu as contas estaduais. Pelo texto, publicado no Diário Oficial que circula nesta quarta-feira (31), só serão autorizadas despesas consideradas obrigatórias e essenciais.

O documento, que além de Taques é assinado pelos secretários Paulo Taques, Gustavo de Oliveira, Seneri Paludo e Júlio Modesto, define uma série de medidas que deverão ser adotadas pelos gestores com vistas a reduzir gastos tanto com custeio quanto com pessoal. O texto entra em vigor imediatamente.

Pelo decreto, ficam suspensas diversas atividades que representam aumento dos gastos da administração pública. Entre as medidas vetadas estão a celebração de novos contratos de locação de móveis e imóveis; o aditamento de contratos de prestação de serviços e compra de bens que impliquem em aumento de despesas; a contratação de consultorias e a renovação dos contratos existentes, que poderão ser prorrogados em casos excepcionais; e a contratação de cursos e outras atividades visando a capacitação de servidores que demandam a compra de passagens, pagamento de instrução e de diária.

Já em outro trecho do texto a atual gestão determina que sejam reavaliadas todas as autorizações para a realização de concurso público que não estejam em andamento. Os certames serão analisados, por iniciativa conjunta, pelas Secretarias de Planejamento e Fazenda, ouvindo o Conselho de Gestão de Pessoas (Cogep).

O decreto também suspendeu quaisquer medidas que visem a reestruturação e a revisão de cargos, carreiras e salários, que impliquem em aumento de despesas.

As medidas determinadas por Taques não se aplicam aos serviços essenciais das áreas de Saúde, Educação, Segurança e nem aos trabalhos da Procuradoria Geral do Estado (PGE) para o cumprimento de leis e determinações não previstas no orçamento.

Além da proibição das despesas, o decreto de contingenciamento estabelece metas de redução de gastos de custeio. As despesas essenciais, como fornecimento de água, energia elétrica e pagamento de aluguéis deverão ser cortadas em 10%, levando em consideração o exercício financeiro de 2015.

Já as despesas com telefonia deverão ser cortadas em 20%, enquanto que as despesas com deslocamentos, incluindo o pagamento de diárias, sofrerão queda de no mínimo 25%.

 

Com informações A Gazeta