QUE CRISE?
Patrimônio de Maggi cresceu R$120 milhões em quatro anos, informa jornal
Investigado, atual ministro informou ao TSE que seus bens aumentaram 355% entre 2006 e 2010
31 de Agosto de 2017, 14h11
Reportagem assinada por Julia Afonso e Luiz Vassalo, do jornal paulista O Estado de São Paulo, informa que o atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi -PP aumentou seu patrimônio em 355% entre os anos de 2006 a 2010. Ao Supremo Tribunal Federal, o ministro declarou que seus bens subiram quase R$ 120 milhões em quatro anos.
O cálculo do aumento tomou como base a última declaração de Blairo, há 11 anos, quando se candidatou ao Governo do Estado de Mato Grosso, pelo PPS. Na época, sua declaração foi de R$ 33.444.394,07 em bens. Ao concorrer ao Senado, ainda pelo PR, em 2010, o total de bens foi a R$ 152.470.034,00.
Na diferença de R$ 119.025.639,93, em quatro anos, está incluída a participação de Blairo em 999 quotas da empresa BBM Administração e Participação LTDA no valor de R$ 109.197.109,00. Fazem parte do quadro da BBM - 'holdings de instituições não-financeiras' -, além do ministro, sua mulher e seus filhos. A empresa foi aberta em 28 de setembro de 2007.
Ainda conforme a reportagem, também faz parte da lista dos milhões 'quotas ou quinhões' da empresa Hermasa Nav. Da Amazônia, de 'transporte por navegação interior de carga, intermunicipal, interestadual e internacional, exceto travessia'. Blairo declarou R$ 3.960.117,31 relacionados à empresa.
Outros números
A participação de 15% no capital social da Maggi Energia valia R$ 929.999,00 em 2006. Quatro anos mais tarde, R$ 1.508.630,00.
Blairo declarou, em 2010, ter adquirido a Fazenda Pirapora, de Guilherme Linares Nolasco - atual presidente do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso. O valor: R$ 1.069.500,00.
Outro lado
"Atendendo à demanda referente à evolução patrimonial do ministro Blairo Maggi, o que temos a tratar, segue:
A constar, a evolução patrimonial do ministro Blairo Maggi entre os anos de 2001 a 2010 é facilmente comprovada pelo recebimento dos dividendos da empresa Amaggi, a 39ª maior do país (com capital exclusivamente nacional) e, em 2009, pelo recebimento de herança da família, pelo falecimento do sr. André Maggi, pai do ministro Blairo Maggi e criador da companhia."
Delação
Blairo é investigado por organização criminosa em inquérito perante o Supremo Tribunal Federal (STF). O ministor é investigado por lavagem de dinheiro e corrupção em negócios públicos, usando bancos privados como Daycoval, BicBanco, BMG e Rural (em liquidação).