EM RONDONÓPOLIS
Lúdio Cabral considera “inaceitável” sobre a ausência de UTI pediátrica
Candidato a deputado estadual faz agenda de visitas na região Sul de Mato Grosso
31 de Agosto de 2018, 08h17
"É inaceitável que um polo do agronegócio como Rondonópolis, gerador de riquezas, não tenha nenhuma UTI pediátrica para atender as crianças que vivem na região Sul. O tempo que se demora para tomar uma atitude efetiva está custando vidas", declarou o médico e candidato a deputado estadual, Lúdio Cabral (PT), sobre a situação da saúde da terceira maior cidade de Mato Grosso. O petista mantém agenda no município e região entre esta sexta (31) e domingo (02).
Há quase dois meses, foi fechada a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e Pediátrica da Santa Casa de Misericórdia de Rondonópolis e, desde então, segue negociação entre o hospital filantrópico e a Secretaria de Estado de Saúde (SES). De um lado, o Executivo informa estar com os repasses em dia; e, do outro, a unidade hospitalar argumenta que tais valores são insuficientes para oferecer o serviço. A Santa Casa era a única instituição da cidade a receber crianças para tratamento intensivo.
No início deste mês, o secretário de Saúde, Luiz Soares, garantiu a instalação de 10 leitos de UTI pediátrica no Hospital Regional de Rondonópolis - instituição de responsabilidade do Estado. No entanto, não há divulgação, ainda, de projeto de implantação.
Lúdio Cabral, que atua no SUS há 22 anos, lamenta o impasse e destaca: "não estamos falando apenas do custo inestimável das vidas, mas do alto gasto do dinheiro público. Afinal, sem atendimento adequado na região, investe-se recursos para transporte, oriundos dos impostos pagos pelos cidadãos".
O petista lembra, ainda, que o Hospital Regional é administrado por uma organização social de saúde, o Instituto Gerir, outra ação do Executivo questionada por ele. "Sempre lutei contra as OS. Elas são o atestado de incompetência do gestor estadual, pois assume que precisa terceirizar a gestão de algo que é de sua responsabilidade. Sem contar que prejudica o trabalhador, pois precariza o vínculo empregatício, além de custar mais caro para o contribuinte. Afinal, o que uma empresa busca nesses contratos, se não o lucro", avalia.
Lúdio foi vereador de Cuiabá por dois mandatos, com firme postura de defesa dos serviços públicos, especialmente do SUS, e concorreu a duas candidaturas de grande porte - para prefeito da capital, em 2012, e para governador, em 2014. Em ambas as disputas, ficou em segundo lugar, se tornando referência política em Mato Grosso.