MEGAOPERAÇÃO NA CAPITAL

Em confronto com membros de facção, policial federal é atingido e se salva com ajuda de colete à prova de balas

A situação ocorreu na manhã desta segunda-feira (31) durante confronto, quando eram cumpridos mais de 600 mandados judiciais contra membros da facção PCC

por Gazeta MT

31 de Agosto de 2020, 14h38

Foto: G1 Minas Gerais
Foto: G1 Minas Gerais

Um policial federal, que não teve sua identidade divulgada, foi baleado na manhã desta segunda-feira (31) durante cumprimento de mandados judiciais em Cuiabá, decorrentes da megaoperação desencadeada para combater o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro doméstica em vários estados.

A informações é do G1 de Minas Gerais, ao qual revela ainda que o policial foi salvo pelo colete à provas de balas, durante um confronto. Apesar do susto, ninguém mais foi atingido.

A operação é contra membros da facção PCC em Mato Grosso e mais 19 estados. Mais de 600 mandados de prisão e de busca e apreensão estão sendo cumpridos.

Estão sendo cumpridos três mandados de prisão e três de busca e apreensão em Cáceres e em Cuiabá.

Investigações

Os dados obtidos na Operação Caixa Forte - Fase 01 (investigação que identificou os responsáveis pelo chamado “Setor do Progresso” da facção, que se dedica à lavagem de dinheiro proveniente do tráfico) revelaram que os valores auferidos com o comércio ilícito de drogas eram, em parte, canalizados para inúmeras outras contas bancárias da facção, inclusive para as contas do “Setor da Ajuda”, aquele responsável por recompensar membros da facção recolhidos em presídios.

Foram identificados 210 integrantes do alto escalão da facção, recolhidos em Presídios Federais, que recebiam valores mensais por terem ocupado cargos de relevo na organização criminosa ou executado missões determinadas pelos líderes como, por exemplo, execuções de servidores públicos.

Para garantir o recebimento do “auxílio”, os integrantes do grupo indicavam contas de terceiros não pertencentes à facção para que os valores, oriundos de atividades criminosas, ficassem ocultos e supostamente fora do alcance do sistema de justiça criminal.

A atuação da Polícia Federal visa desarticular a organização criminosa por meio de sua descapitalização, atuando em conformidade com as diretrizes do órgão de enfrentamento à criminalidade organizada por meio da abordagem patrimonial, além da prisão de lideranças.

Além das ordens judiciais, a Justiça mandou bloquear R$ 252 milhões em contas ligadas a facção. Todos os mandados foram expedidos pela 2ª Vara de Tóxicos de Belo Horizonte/MG.

Os presos são investigados pelos crimes de participação em organização criminosa, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, cujas penas cominadas podem chegar a 28 anos de prisão.