JUSTIÇA BLOQUIO DE R$ 252 MI
PF deflagra megaoperação contra membros fa facção PCC em MT e mais 19 estados
Mais de 600 mandados de prisão e de busca e apreensão estão sendo cumpridos em 19 estados brasileiros.
31 de Agosto de 2020, 08h53
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta segunda-feira (31), uma megaoperação contra membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação policial visa desarticular o comercio de entorpecentes e a lavagem de dinheiro praticada pelos investigados.
Mais de 600 mandados de prisão e de busca e apreensão estão sendo cumpridos em 19 estados brasileiros.
Em Mato Grosso, são cumpridos três mandados de prisão e três de busca e apreensão em Cáceres e em Cuiabá.
Os dados obtidos na Operação Caixa Forte - Fase 01 (investigação que identificou os responsáveis pelo chamado “Setor do Progresso” da facção, que se dedica à lavagem de dinheiro proveniente do tráfico) revelaram que os valores auferidos com o comércio ilícito de drogas eram, em parte, canalizados para inúmeras outras contas bancárias da facção, inclusive para as contas do “Setor da Ajuda”, aquele responsável por recompensar membros da facção recolhidos em presídios.
Foram identificados 210 integrantes do alto escalão da facção, recolhidos em Presídios Federais, que recebiam valores mensais por terem ocupado cargos de relevo na organização criminosa ou executado missões determinadas pelos líderes como, por exemplo, execuções de servidores públicos.
Para garantir o recebimento do “auxílio”, os integrantes do grupo indicavam contas de terceiros não pertencentes à facção para que os valores, oriundos de atividades criminosas, ficassem ocultos e supostamente fora do alcance do sistema de justiça criminal.
A atuação da Polícia Federal visa desarticular a organização criminosa por meio de sua descapitalização, atuando em conformidade com as diretrizes do órgão de enfrentamento à criminalidade organizada por meio da abordagem patrimonial, além da prisão de lideranças.
Além das ordens judiciais, a Justiça mandou bloquear R$ 252 milhões em contas ligadas a facção. Todos os mandados foram expedidos pela 2ª Vara de Tóxicos de Belo Horizonte/MG.
Os presos são investigados pelos crimes de participação em organização criminosa, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, cujas penas cominadas podem chegar a 28 anos de prisão.