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Kátia Rabello e mais 10 pessoas são investigadas por falsificação de posse em Poconé, no Pantanal

Segundo a Polícia Civil, Kátia e mais 10 pessoas podem ter falsificado posse de pousada de luxo no pantanal mato-grossense

por YURI RAMIRES/ DE CUIABÁ

04 de Janeiro de 2013, 17h00

Kátia Rabello e mais 10 pessoas são investigadas por falsificação de posse em Poconé, no Pantanal
Kátia Rabello e mais 10 pessoas são investigadas por falsificação de posse em Poconé, no Pantanal

Usando procurações falsas uma pousada de luxo no pantanal mato-grossense foi transferida para uma das principais personagens do Mensalão, a ex-diretora chefe do Banco Rural, Kátia Rabello. Agora, a Polícia Civil de Poconé, investiga a atuação de mais dez pessoas no esquema.

A pousada "Refúgio Ilha do Cara Cará", está em uma disputa jurídica entre dois grupos: diretores do Banco Rural e a Família Mamede, de Poconé. Segundo a família, Kátia Rabello utilizou de documentações indevidas para transferir para seu nome a pousada que pertencia a família.

Porém, a família alega que não assinou nenhum documento permitindo a transferência de posse de terra. O local é muito procurado por amantes da pesca esportiva e do ecoturismo, recebe todos os meses centenas de turistas, tal como executivos de grandes empresas e bancos. 

Condenada por lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha e gestão fraudulenta, Kátia que pegou 16 anos e 8 meses de prisão, se confirmada a fraude, levará mais essa em seu curriculum criminoso. 

BRIGA ANTIGA

Essa não é a primeira vez que se fala no assunto, no ano de 2009, a família Mamedes invadiu a propriedade e acusou os atuais administradores de terem se apropriado do local de forma ilegal. Já o Banco Rural afirma que possui o direito de administrar o local desde 2000, já que possui uma grande porcentagem das cotas do capital social.