Tsunami
Combate à corrupção será prioridade na primeira etapa da gestão de Taques
04 de Janeiro de 2015, 15h01
Todo mundo sabia que viriam medidas de impacto. Mesmo assim causaram euforia os decretos assinados na sexta-feira (02) pelo governador Pedro Taques. Congelamento de contratos, suspensão de empenhos e pagamentos, recadastramento de servidores e auditoria geral nas contas. Foi um tsunami que pode varrer do mapa empresas, servidores e políticos que vinham fazendo fortuna fácil às custas do erário.
Sim, é verdade que essa enxurrada de medidas saneadoras pode paralisar as atividades do Governo nos próximos meses. Essa, aliás, deve ser a principal crítica dos opositores de Taques. Mas, convenhamos, Mato Grosso está parado há anos.
"A diferença é que, agora, temos a expectativa de estancar a sangria. Se tudo correr bem, teremos em breve um Estado saneado e com condições de corresponder aos anseios da sociedade", disse um político ligado ao grupo pró-Taques em Rondonópolis.
Enquanto os dias melhores não chegam, vale acompanhar os desdobramentos.
Indignação à parte, pode até ser divertido ver vir à tona as maracutaias que eram mantidas sob sigilo pelos poderosos de ontem.