Seguindo na onda
Assessor de senador falastrão quer ser vereador e já fala até em ser presidente da Câmara
04 de Janeiro de 2016, 09h57
Seguindo na mesma onda de seu patrão, o senador tampão José Medeiros (PPS), seu assessor Carlos Naves, filiado ao PSD, já se considera vereador e fala até em ser presidente do Legislativo, em caso de seu patrão se tornar prefeito da cidade de Rondonópolis. Como tem que passar pelo crivo das urnas, Naves escolheu os servidores públicos como seu eleitorado e já trabalha para desgastar os atuais vereadores Reginaldo Santos (PPS) e Rubens Paulo (PSC), eleitos por esse mesmo eleitorado.
Sem querer ensinar o beabá da política para o já experiente servidor público, o Buxixo entende que tem faltado tanto ao senador quanto ao seu assessor a humildade e, principalmente, fazer um acordo com os eleitores, que não ficam sabendo da decisão da cúpula e acabam não seguindo os ditos iluminados no seu intento.
Carlos Naves já chegou a ser candidato ao cargo de vereador no ano de 2000, tendo obtido 501 votos na ocasião, por conta principalmente do empenho da militância de seu antigo partido em levar ao Parlamento Municipal um dos nomes mais queridos a aguerridos de seus quadros.
Agora, de sigla nova e discutindo política no círculo íntimo de grandes empresários metidos na política, ele certamente tem motivos para se sentir encantado pelo poder e vê-lo como algo próximo e intrínseco à sua pessoa, mas não deve se esquecer do detalhe chamado eleitor, sem o qual nada disso seria possível.
No afã de aparecer, cada dia mais, Naves tem páginas e fãs page na internet, onde aparece em fotos produzidas, exibindo fartos sorrisos e simpatia, certamente já como parte de sua estratégia de chegar ao poder, mas é preciso que deixe o conforto dos palácios e desça para o cotidiano das pessoas humildes, que são mais de 90% do eleitorado, para ouvir seus reclames e discutir seus projetos para quando chegar ao poder.
De toda forma, o Buxixo entende que não há nada melhor que o teste das urnas para colocar cada político em seu devido lugar, seja ele o olimpo do poder ou o ostracismo dos que perdem a eleição.
Vamos acompanhar...
