Palavra cumprida

Vereador Subtenente Guinâncio opta pela renúncia a verba indenizatória

E recebe apoio popular depois de concretizar proposta da campanha eleitoral

por EMERSON DOURADO

04 de Janeiro de 2017, 09h01

Vereador Subtenente Guinâncio opta pela renúncia a verba indenizatória
Vereador Subtenente Guinâncio opta pela renúncia a verba indenizatória

Vereador Subtenente Guinâncio optou por renunciar a verba indenizatória foto: Luan Dourado/GazetaMT  Uma ideia que amadureceu por conta de suas convicções e de conversas com as pessoas durante a pré-campanha, a opção por deixar de receber a verba indenizatória por parte do vereador eleito Carlos Alberto Guinâncio Coelho, o Subtenente Guinâncio(PSDB), na sessão solene de posse dos vereadores e prefeito, chamou muita a atenção dos presentes e repercutiu nas rodas de conversas e redes sociais.

O que para muitos poderia ser apenas um discurso do até então candidato para ganhar votos, se concretizou em forma de um pedido oficial de renuncia a verba indenizatória e entregue a presidente da casa de Leis, Rodrigo da Zaeli, logo após o ato de posse. No caso, Guinâncio se utilizou de uma mudança na Lei, onde o vereador tem a possibilidade de abrir mão do recurso na primeira sessão da nova legislatura. “A verba indenizatória é como um punhal no coração do povo de Rondonópolis, daquilo que pude conversar e ouvir foi o que observei a sociedade não responde bem a esse benefício ou custeio, então a ideia agora como representante do povo é dar a sociedade a resposta daquilo que ela pretende”, disse o vereador.

Já logo após o seu anuncio que iria abdicar da verba indenizatória, Subtenente Guinâncio foi questionado como iria desempenhar sua função de vereador e adiantou que tem um projeto para começar a suprir a falta do recurso. “Eu entendo que sou capaz, junto como meu gabinete de fazer o que seja necessário para o exercício da vereança, sem a referida verba. Nós sabemos que o vereador precisa andar pela cidade e conhecer as demandas da população, mas no geral as pessoas sabem exatamente o que elas precisam, então se o vereador fica dois dias de expediente na câmara de vereadores, os munícipes podem encontrar o seu vereador, ou levando sua demanda via documento ou mesma em uma conversa formal”, explicou.

Com frases do tipo “A palavra convence, o exemplo arrasta”, Subtenente Guinâncio confessa que não fez isso para aparecer, mas sim em começar a mudança no conceito e vê como positiva as reações após sua escolha. “A população aceitou muito bem essa minha decisão, mas é preciso deixar claro que foi uma decisão unilateral minha, eu não posso e não tenho meios para impor para os demais companheiros que façam o mesmo. O que podemos dizer é que fizemos a nossa parte, chamei a discussão e atenção para esta necessidade e é evidente que tem pessoas que pensam diferente de mim, eu aceito as críticas e espero que estes recursos possam ser usados em outras áreas no futuro”, finalizou.

Com 30 anos de serviços prestados ao Exército Brasileiro, Guinâncio conta com  sua experiência em lidar com tarefas, que necessitavam serem cumpridas invariavelmente com poucos recursos, também na gestão de seu mandato sem a uso da verba indenizatória.