Assessor de vereador tenta burlar a lei e é impedido pela Justiça Eleitoral

por GazetaMT

04 de Outubro de 2012, 07h21

Assessor de vereador tenta burlar a lei e é impedido pela Justiça Eleitoral
Assessor de vereador tenta burlar a lei e é impedido pela Justiça Eleitoral

A campanha eleitoral entra na reta final e ficará marcada pelo uso descarado de entidades civis para enganar cidadãos rondonopolitanos. Algumas, como uma misteriosa 'Juventude Cristã' são fantasmas e já são alvo de investigação policial. Outras até existem, mas, pela prática adotada no pleito, correm o risco de desaparecer pela indigência cívica demonstrada nesta eleição.

Um bom exemplo do segundo time é a Associação dos Músicos de Rondonópolis, que tentou se apresentar como 'representante' da cultura no município. Na última terça-feira (02) esta associação tentou realizar o que seria uma 'sabatina' com candidatos a prefeitos e vereadores. O objetivo parecia nobre, mas escondia uma grosseira tentativa de burlar a legislação eleitoral para favorecer um grupo político que se caracteriza pelo descaso com a cultura e, em particular, com os próprios músicos.

Apesar de ter mais de cem dias para organizar a discussão com os candidatos e tentar destacar a discussão sobre arte e cultura no pleito eleitoral, a tal associação deixou para promover sua 'sabatina' cinco dias antes da eleição. Como o objetivo real era apenas tumultuar o processo, o presidente da entidade nem se preocupou em comunicar as autoridades eleitorais em tempo hábil e muito menos em estabelecer regras - como, por exemplo, o tempo, ordem de apresentação e os temas que deveriam ser abordados pelos convidados.

Atenta, a Justiça Eleitoral acabou proibindo a participação dos candidatos majoritários e proporcionais - ameaçando cassar as candidaturas de quem lá comparecesse.

O Buxixo tentou saber mais sobre o caso e acabou descobrindo que o presidente da Associação é, na verdade, assessor de um vereador que concorre a reeleição. Segundo consta, este assessor é pouco conhecido na Câmara Municipal, pois raramente aparecia por lá.

Com representantes (?) assim fica mais fácil entender porque o meio cultural, tão importante na vida de qualquer cidade, anda tão abandonado em Rondonópolis. Talvez esteja na hora da categoria dar o troco escolhendo dirigentes que realmente defenda o setor, ao invés de usarem o nome da entidade para tentar cometer crimes eleitorais.

Fica a dica.