Petrobras

Petrobras completa 61 anos batendo recordes de produção de petróleo

Com a exploração do Pré-Sal, já foram encomendadas 20 novas plataformas e 28 sondas de perfuração

por GazetaMT

04 de Outubro de 2014, 09h26

Petrobras completa 61 anos batendo recordes de produção de petróleo
Petrobras completa 61 anos batendo recordes de produção de petróleo

Avaliada em US$ 15 bilhões em 2002, a Petrobras chegou em 2014 ao valor estimado em US$ 96,3 bilhões, crescimento de 640% ao longo dos governos Lula e Dilma. Em 12 anos, a empresa se tornou um dos maiores orgulhos do povo brasileiro e deu um salto de produção, deixando o engessamento que vivenciou na década de 1990.

Ontem (3), a Petrobras completa 61 anos de fundação no auge da sua capacidade de produção de petróleo, e recebeu da presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, merecidos elogios, dirigidos aos funcionários da empresa.

"Quero dar parabéns a todos os funcionários da Petrobras. A força da Petrobras são seus funcionários, capacitados, dignos, com grande capacidade tecnológica para explorar as reservas de petróleo descobertas por eles", parabenizou Dilma.

Maior participação no PIB

Com a retomada de investimentos em 2007, a empresa descobriu a camada de petróleo do Pré-sal, a maior camada inexplorada de petróleo do mundo, localizada a cinco mil metros de profundidade, que colocou o Brasil no circuito global do petróleo, como um dos maiores produtores do mundo.

De 2000 a 2014, a participação do segmento de petróleo e gás natural no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil aumentou de 3% para 13%. Antes de Lula e Dilma, a Petrobras vivenciou a quebra do monopólio estatal, demissões e a precarização dos trabalhadores, com profunda terceirização de mão-de-obra.

A privatização de alguns setores e unidades inteiras estagnou investimentos em exploração, produção e refino, e protagonizou alguns dos maiores acidentes ambientais do País, como o afundamento da plataforma P-36, que vitimou 11 trabalhadores e levou para o fundo do mar US$ 430 milhões em investimentos.

Os governos Lula e Dilma transformaram aquela Petrobras de 46 mil trabalhadores em 2002 em uma nova empresa, com 81,6 mil funcionários em 2014. Enquanto a produção em 2002 estava em 1,5 milhão barris de petróleo por dia, em 2014 a companhia bate seguidamente recordes de produção, no patamar de 2,2 milhões de barris por dia.

O Pré-sal transforma o Brasil

A exploração do Pré-sal está no centro de uma nova estratégia de desenvolvimento do Brasil, que já está beneficiando o povo brasileiro. A indústria naval, que estava praticamente falida nos anos 90, voltou a receber investimentos nos governos Lula e Dilma e se tornou a quarta maior do mundo graças à criação da Política de Conteúdo Nacional, que determinou que o Brasil deveria assumir a construção de tudo o que tivesse condições de construir.

Com a exploração do Pré-Sal, já foram encomendadas 20 novas plataformas e 28 sondas de perfuração. A determinação de Dilma para garantir que 60% dos equipamentos e serviços usados no Pré-Sal sejam produzidos no Brasil está desenvolvendo ainda mais a cadeia produtiva do setor naval, que emprega hoje cerca de 70 mil trabalhadores, muita acima dos 2 mil empregos gerados pelo setor no fim dos anos 90.

Mais recordes

A estimativa de pico da produção do Campo de Libra, leiloado em outubro de 2013 sob o regime de partilha, é de 1,4 milhão de barris por dia e 40 milhões de metros cúbicos de gás natural, que representará 67% de toda a produção do Brasil.

Além de Libra, o governo Dilma contratou a Petrobras para a exploração de quatro novos campos do Pré-Sal: Búzios, Florim, Iara e Nordeste de Tupi. Somados ao campo de Libra, a produção do Brasil vai saltar entre 18 e 26 bilhões de barris, consolidando o Brasil um dos maiores produtores de petróleo do mundo.