ASCENSÃO E QUEDA
Seguindo tendência nacional, PT definha nas urnas de Mato Grosso em 2016
04 de Outubro de 2016, 08h24
Bem diferente a realidade do Partido dos Trabalhadores (PT), neste pós eleições de 2016, se comparado ao mesmo período dos últimos pleitos municipais (em 2012) e no presidencial (2014).
Definhou a estrela vermelha. Havia conseguido número recorde de prefeituras em todo o Brasil e perdeu praticamente todas. Em Mato Grosso, o PT decepcionou e recuou no tempo. Vinte anos mais ou menos.
Para se ter uma ideia, nos 12 maiores municípios do Estado, o PT só conseguiu 3 vagas de vereador, sendo uma em Alta Floresta com Mequiel Zacarias, uma em Lucas do Rio Verde com Cristiani e outra em Colíder, com Edina Martins.
Em Cuiabá, o PT fica sem representante no Legislativo. Seus dois vereadores, Alan Kardec e Arilson da Silva, não se reelegeram.
Das 12 maiores cidades mato-grossenses, o PT não terá uma voz nas câmaras de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Barra do Garças, Cáceres, Sorriso, Tangará da Serra e Primavera do Leste. E, de 141 prefeituras, só vai comandar duas (Juína e Castanheira).
Reflexos da Lava Jato, do processo de impeachment... Dos tantos episódios que certamente estão por vir. Se em Brasília se blinda a cúpula, nos degraus abaixo pagam o pato os candidatos nas urnas.
Seja na capital federal ou em cada município o PT precisa renascer, voltar à cartilha que lhe dera a credibilidade do início dos anos 90. Missão impossível.