RONDONÓPOLIS
Presidentes de bairro vão à Câmara impedir construção de campo de futebol
Proposta partiu de emenda de Pátio, ainda quando deputado estadual. Recurso pode ser devolvido
04 de Outubro de 2017, 07h47
Os presidentes dos bairros Cidade Natal, Clarion, Dom Oscar Romero, Vila Mineira e Jardim das Flores estiveram na Câmara de Vereadores para pedir que os legisladores ajudem a impedir a construção do campo de futebol no bairro Cidade Natal. Eles alegam que a emenda, proposta pelo ex-deputado estadual, atual prefeito do município, José Carlos do Pátio -SD, contemplava uma obra no bairro Padre Rodolfo, inclusive o nome que consta no projeto é Campo do Padre Rodolfo. A reclamação é de que o local ficará obsoleto e, por este motivo, servirá como ponto de encontro para usuários de droga.
O vereador Vilmar Pimentel -SD, explicou que a emenda não pode ser usada para outro fim e se a obra não for feita, o recurso será devolvido. "Sou favorável à obra pra não perder o recurso. Não é possível remanejar o dinheiro, na ordem de R$ 300 mil, para que o campo seja construído em outro bairro e não podemos perder um valor considerável como este", defendeu.
O vereador Claudio da Farmácia -PMDB disse que as quadras de esporte e campos de futebol que há na cidade estão abandonados e que este seria mais um. "Não adianta termos área de lazer se estas não forem utilizadas para o bem da comunidade. É preciso que o poder público dê manutenção, faça programas sócias que atendam as crianças e jovens carentes. Não adianta nada darmos algo para alguém que ela não vá utilizar", disse.
O presidente do bairro Cidade Natal André Bueno disse que no local já há uma quadra e que esta não está sendo utilizada, se encontra em total abandono. "É mais um espaço para ficar inutilizado. O projeto do campo não contempla iluminação, nem grama. Aí fica complicado. Se eles construírem nós, moradores, vamos derrubar. Já que é pra jogar dinheiro fora, vamos ajudá-los", garantiu.
O presidente da Casa de Leis, vereador Rodrigo da Zaeli -PSDB, se comprometeu em fazer um documento pedindo que a obra seja construída em outro bairro, que precise de uma área de lazer. "Após fazermos o documento, encaminharemos para os presidentes de bairro que vieram hoje aqui reivindicar a mudança", concluiu.