compasso de espera
Prefeitura garante que não fará concurso sem aprovação de novos PCCS
A afirmação partiu do Procurador Geral do Município, Fabrício Correia, em resposta ao presidente do Sispmur, Rubens paulo
04 de Novembro de 2014, 09h27
A prefeitura de Rondonópolis garante que não fará concurso público sem antes ver aprovado os Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da Educação, dos servidores da Saúde e da administração geral. A afirmação partiu do Procurador Geral do Município, Fabrício Correia, em resposta ao presidente do Sindicato dos Servidores Públicos (Sispmur), Rubens Paulo, que afirmou em entrevista suspeitar que o Executivo planejava realizar o concurso público sem a devida aprovação dos PCCS dos servidores.
"Nós teríamos dificuldade em antecipar o concurso, pois ele seria regido pelo PCCS que atualmente está em vigor em todas as secretarias e que todos os segmentos concordam que pode levar a prefeitura a enfrentar dificuldades financeiras em um futuro próximo. Precisamos primeiro resolver essa situação do PCCS da Educação (atualmente parado na Câmara) para podermos encaminhar os outros e resolvermos logo essa situação", declarou o procurador.
Ele ainda completou a informação, afirmando que além do PCCS da Educação, que está parado na Câmara desde junho passado, o da área da Saúde estás endo finalizado e o da área instrumental, que envolve as demais secretarias, também está em fase final de elaboração.
Fabrício Correia disse ainda considerar estranho o texto do projeto de lei que institui o PCCS da Educação ter sido rejeitado pelos servidores, já que eles participaram de todo o processo de elaboração do mesmo e teriam, em tese, concordado com todos os seus pontos. "A elaboração dos PCCS foram conduzidos por uma comissão que contou com a participação de funcionários de todas as secretarias e do Sispmur. Eles aprovaram o texto e até fizeram um ato de entrega do que viria a ser o projeto de lei para o prefeito. Acho estranho agora eles discordarem de tudo. Eu acredito também que a Câmara tem que ver o que é melhor para a população e não ceder a pressões, pois trata-se do futuro de toda a cidade que estamos falando", disse.