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PF promete investigar casos de racismo que proliferam na internet após eleição de Dilma

As manifestações racistas e preconceituosas começaram ainda no primeiro turno das eleições, mas se intensificaram após a vitória da petista

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04 de Novembro de 2014, 11h02

PF promete investigar casos de racismo que proliferam na internet após eleição de Dilma
PF promete investigar casos de racismo que proliferam na internet após eleição de Dilma

A Polícia Federal promete investigar e oferecer denúncia à Justiça contra todos aqueles internautas que têm usado as redes sociais para disseminar o ódio e o preconceito contra nordestinos e eleitores em geral que votaram pela reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). As manifestações racistas e preconceituosas começaram ainda no primeiro turno das eleições, mas se intensificaram após o anúncio da vitória da petista no segundo turno, com algumas postagens sugerindo inclusive a construção de um muro para separar o Nordeste do resto do país.

As postagens, em sua maioria, sugerem uma pretensa superioridade do eleitor que não votou na presidente reeleita sobre aqueles que votaram na mesma, com afirmações preconceituosas e racistas como 'vagabundos' e outros termos chulos indignos de citação.

O pedido de investigação foi feito pelo presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado Coelho, à direção nacional da PF em Brasília, nessa segunda-feira, 3, e se baseia na lei 7.716/89, que considera crime os casos de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Mesmo em Rondonópolis, várias pessoas postaram mensagens claramente racistas e preconceituosas, postagens na sua maioria apagada por seus autores após a repercussão negativa do caso.

A OAB orienta a todos os cidadãos e cidadãs que de alguma forma se sentirem vítimas de preconceito ou discriminação a procurarem o Ministério Público e registrem lá sua queixa.