Recadastramento
Justiça Eleitoral reabre prazo para recadastramento biométrico
Rondonópolis foi o município mato-grossense com o maior número de eleitores a participar da votação biométrica
04 de Novembro de 2014, 13h52
Está reaberto o prazo para os eleitores que tiveram o título cancelado por não fazerem o recadastramento biométrico regularizarem a situação junto a Justiça Eleitoral. Em Mato Grosso, 71.467 eleitores dos 21 municípios que realizaram votação biométrica tiveram o título cancelado por falta de atualização cadastral.
A biometria é feita por meio da verificação da impressão digital do eleitor e a finalidade é tornar o processo eleitoral mais seguro, permitindo um melhor controle na identificação pessoal. Quem ainda não realizou o recadastramento biométrico deve procurar o cartório eleitoral com um comprovante de endereço e documento pessoal com foto, após pagar a multa. A guia de pagamento pode ser retirada em qualquer cartório eleitoral e deve ser paga no banco.
O eleitor que está irregular com a Justiça Eleitoral sofre diversas restrições, como não poder tomar posse em concurso público, não tirar passaporte ou carteira de identidade, não participar de concorrência pública e não obter empréstimos em qualquer estabelecimento de crédito mantido pelo governo, ou de cuja administração este participe.
Rondonópolis - Rondonópolis foi o município mato-grossense com o maior número de eleitores a participar da votação biométrica. As eleições na cidade ocorreram conforme o previsto, com as dificuldades normais dos mesários e dos eleitores, que estavam tendo o primeiro contato com a biometria, segundo o juiz eleitoral Wanderlei José dos Reis.
O magistrado organizou uma palestras com orientações aos mesários logo após o 1º turno, o que facilitou o procedimento na 2ª etapa. "No segundo turno todos já estavam mais familiarizados com a votação biométrica. Juntando as orientações recebidas e o fato de ter sido uma votação mais simplificada em relação ao primeiro turno, foi muito tranquilo em Rondonópolis".
A corregedora regional eleitoral, desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas, destaca a biometria como um processo de alta segurança e afirma que os problemas enfrentados no 1º turno já eram esperados e que aconteceram em todo o território nacional . "Foi mais um problema com o operador da máquina e da falta de traquejo do eleitorado do que do próprio equipamento. A biometria é só uma questão de se ter intimidade com o aparelho e usá-lo de forma adequada. Sempre que usamos algo pela primeira vez, é passível de equívoco e de atraso, mas no segundo momento passa a ser corriqueiro".
Durante o recadastramento biométrico, foram feitas várias campanhas da Justiça Eleitoral visando à conscientização dos eleitores, com ampla divulgação nos meios de comunicação. A juíza da 10ª ZE de Rondonópolis, Maria Mazarelo Farias Pinto, explica que teve um envolvimento de todos os servidores para chamar a atenção da população. "Toda a equipe foi para rua, para conscientizar os eleitores sobre a importância da biometria. A imprensa também teve um papel significativo de proclamar as pessoas. O voto biométrico foi um salto gigantesco, trouxe segurança, transparência. O Brasil se mostrou um exemplo para o mundo inteiro".
Biometria - Vinte e um municípios mato-grossenses tiveram votação biométrica este ano, somando 327.629 eleitores aptos a participarem do pleito eleitoral. São eles: Acorizal, Araguaiana, Campo Verde, Campos de Júlio, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Indiavaí, Jangada, Lucas do Rio Verde, Luciara, Nobres, Nossa Senhora do Livramento, Planalto da Serra, Poconé, Ponte Branca, Pontes e Lacerda, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santo Antônio do Leverger, Serra Nova Dourada e Vale de São Domingos.