SALÁRIOS
Servidores do Estado pedem ajuda do MPE e não descartam nova greve geral
04 de Novembro de 2016, 07h32
O Fórum Sindical - que reúne representantes do funcionalismo de Mato Grosso - pediu a ajuda do Ministério Público Estadual (MPE) na discussão, com o Governo do Estado, a respeito das datas de pagamento dos próximos salários dos servidores. Uma greve geral não está descartada.
Neste mês, pela segunda vez no ano, o governo dividiu as datas de pagamento do funcionalismo público. No dia 31 de outubro receberam os servidores com salários de até R$ 3 mil líquidos. Os demais devem receber até o próximo dia 10.
Descontentes com a situação, na tarde de ontem sindicalistas se reuniram com o procurador-geral de Justiça Paulo Prado, que se comprometeu a conversar com o governador Pedro Taques (PSDB) e buscar o agendamento de uma reunião entre o Executivo e os servidores.
As categorias não descartaram a possibilidade de greve geral caso tal reunião não aconteça e o governo volte a adotar a medida de não pagar todo o funcionalismo até o último dia útil do mês trabalhado.
"Solicitamos formalmente que o doutor Paulo Prado faça uma interlocução junto ao governo, pois o Executivo está com as portas fechadas desde a greve por conta da RGA [Revisão Geral Anual]", disse o presidente do Sisma (Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde e do Meio Ambiente), Oscarlino Alves.
De acordo com o sindicalista, o governo ainda não explicou os reais motivos para adotar o escalonamento.
"O governo não consegue nos apresentar, de forma transparente, a situação econômica do Estado. E isso nos afeta, até mesmo na prestação do serviço, pois estamos trabalhando em meio ao sucateamento da máquina pública. Agora chegamos ao fundo do poço", declarou.
Prado recebeu a documentação apresentada pelos sindicalistas e assegurou que agendará audiência com o governador para discutir o assunto.
"O Ministério Público foi provocado e não ficará inerte. Vamos procurar o governador e tentar buscar uma solução conjunta com toda a transparência que a situação exige. O Estado enfrenta um momento difícil, mas acredito que com a união de forças vamos superar essa fase", afirmou.