DESOBEDIENTE

10ª Fase da Ararath apura desvios de R$ 313 milhões em Mato Grosso

Ex-secretário de Fazenda Éder Moraes é preso novamente, por violar regras do uso de tornozeleira eletrônica

por GazetaMT

04 de Dezembro de 2015, 15h12

10ª Fase da Ararath apura desvios de R$ 313 milhões em Mato Grosso
10ª Fase da Ararath apura desvios de R$ 313 milhões em Mato Grosso

A Polícia Federal deflagrou hoje (4) a décima fase da operação ARARATH, para apurar o desvio de cerca de R$ 313 milhões em recursos públicos do Governo do Estado de Mato Grosso através da utilização de sistema financeiro clandestino .Foram realizadas 47 medidas de busca e apreensão e 18 conduções coercitivas nas cidades de Cuiabá (MT), Brasília (DF), Luziânia (GO), São Paulo (SP), Caraguatatuba (SP), Curitiba (PR) e Itapema (SC).

As investigações desta fase visam apurar a realização de pagamentos por parte do Governo do Estado em desacordo com as determinações legais a empreiteiras e o posterior desvio desses recursos em favor de agentes públicos e empresários mediante a utilização de instituição financeira clandestina. Também foi expedida ordem de sequestro de bens e valores de mais de R$ 313 milhões, com a finalidade de reparar os prejuízos causados aos cofres públicos.

A análise de documentos apreendidos em fases anteriores em conjunto com outros elementos de prova, apontaram a utilização de complexas medidas de engenharia financeira praticadas pelos investigados com o objetivo de ocultar a real destinação dada a valores de precatórios pagos pelo Estado de Mato Grosso em nítida violação à ordem cronológica e determinações legais.

Os investigados nesta fase responderão pela prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro, dentre outros que porventura venham a se confirmar.

PRESO NOVAMENTE

Embora envolvido nesta fase, também está sendo realizada a prisão preventiva do ex-secretário de Fazenda Éder Moraes, que no período de 60 dias violou 92 duas vezes os termos da utilização de monitoração eletrônica (tornozeleira). Esta é a terceira vez que Moraes é preso pela Polícia Federal, a primeira em 2014 sempre em investigações sobre casos de corrupção.