Insegurança
Jayme Campos (DEM) cobra investimentos na fronteira e reação do Estado ao crime organizado
O senador criticou proposta de desativação de postos do Exército e citou pesquisa que mostra Cuiabá como a 29ª mais violenta do mundo
04 de Fevereiro de 2014, 19h24
O senador Jayme Campos (DEM-MT) cobrou nesta terça-feira (04) a manutenção dos postos de fronteira do Exército instalados no território de Mato Grosso. Conforme ele, se os quatro postos forem desativados toda a faixa fronteiriça ficará mais vulnerável à ação de criminosos - piorando o quadro da segurança pública no país e principalmente no Estado.
Na opinião do senador, o país precisa é ampliar os investimentos nas áreas de fronteira para impedir a entrada de armas e drogas. Ele sugeriu a realização de uma reunião dos parlamentares de Mato Grosso com representantes do governo e do Exército para discutirem a situação.
"O Estado precisa reagir. É preciso uma nova frente de enfrentamento ao crime. Não se pode limitar a estratégia da guerra contra o banditismo às fronteiras regionais", defende.
Discursando na tribuna do Senado, Jayme Campos também lamentou a escalada da violência no país. Ele disse que muitos dos crimes - como contrabando de armas e drogas, sequestros e assassinatos - são pensados e ordenados de dentro das cadeias.
O senador citou uma recente pesquisa feita pela ONG Conselho Cidadão, situada no México, em que 16 cidades brasileiras figuram entre as 50 mais violentas do mundo. Cuiabá, a capital de Mato Grosso, aparece em 29º nesse ranking macabro.
"Somos reféns da tirania dos bandidos, prisioneiros da insegurança e escravos das sombras sociais emanadas do crime organizado", reclamou o senador.
Jayme Campos informou que já pediu à Consultoria do Senado um parecer sobre um projeto de resolução para criar um conselho de notáveis no âmbito da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). O objetivo do colegiado será traçar um plano de combate ao crime organizado. Segundo o senador, o trabalho do grupo poderá oferecer subsídios ao Congresso e ao governo para que tomem medidas de enfrentamento da violência.