CANDIDATO SURPRESA
Com apoio de Emanuel Pinheiro, Pedro Taques se articula para ser candidato ao Senado
Ex-governador sonha com retorno à Brasília e planeja desbancar Nilson Leitão
04 de Fevereiro de 2020, 10h03
O ex-governador Pedro Taques se movimenta nos bastidores para ser candidato ao Senado pelo PSDB. E para alimentar a esperança de reconquistar o mandato de senador, Pedro Taques ganhou um aliado antes improvável: o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB).
Consciente de que o governador Pedro Taques (PSDB) está disposto a utilizar de todos os meios para conquistar a Prefeitura de Cuiabá nas eleições de outubro deste ano, Emanuel Pinheiro se articula para apoiar Pedro Taques ao Senado e assim expandir seu núcleo político.
Aos mais próximos, Emanuel Pinheiro já informou que está disposto a aproximar seu núcleo empresarial e a estrutura da Prefeitura de Cuiabá para eleger Taques.
O apoio antes tido como improvável surpreende e muito a classe política. Até porque, o discurso anti-corrupção de Taque se choca com Emanuel Pinheiro, flagrado enquanto deputado estadual recebendo propina do ex-governador Silval Barbosa.
Embora o PSDB tenha lançado declarações públicas de que é favorável a candidatura do ex-deputado federal Nilson Leitão na eleição suplementar programada para o dia 26 de abril deste ano em decorrência da cassação da senadora Selma Arruda pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os tucanos tem plena consciência das articulações de Taques.
A cúpula tucana admite reservadamente que o próprio Nilson Leitão aceitaria recuar para favorecer Taques na disputa eleitoral.
Mesmo com a terceira colocação nas urnas na eleição de 2018, o que evidenciou seu desgaste político diante do abalo do discurso de defesa da moralidade e a notória incapacidade administrativa enquanto permaneceu no Executivo, Pedro Taques acredita que tem grandes chances de viabilizar-se senador da República.
Enquanto exerceu o mandato de senador da República, Taques figurou como um dos melhores senadores do país, ganhando destaque nacional pela qualidade dos projetos apresentados, bem como pelo rigor na fiscalização das atividades da Presidência da República.
A leitura que muitos aliados fazem é que, se permanecesse no Senado e não viesse a ser governador de Mato Grosso, Taques teria tudo para potencializar-se como um dos principais nomes da política nacional, ganhando visibilidade necessária para ser presidente do Senado ou até mesmo candidato a vice-presidente da República nas eleições de 2018.
Isso seria impulsionado pelo cenário de terra arrasada na política em decorrência da Operação Lava Jato da Polícia Federal que desvendou diversos esquemas de corrupção patrocinados pela classe política.