Investigação
Câmara abre nova CPI contra a prefeita de Pedra Preta
A CPI irá apurar supostas irregularidades cometidas pela prefeita Mariledi Coelho (PDT) na contratação de serviços de informática
04 de Março de 2015, 10h44
Os vereadores da cidade de Pedra Preta aprovaram na última segunda-feira, 2, a abertura de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar supostas irregularidades cometidas pela administração da prefeita Mariledi Coelho (PDT) na contratação de serviços de informática. O requerimento pedindo a abertura da Comissão foi assinado por oito dos onze vereadores da cidade e foi aprovado na última segunda.
De acordo com o vereador Gilmar Rodrigues Salomão, o Batata (PSD), que preside a CPI, os vereadores irão investigar o suposto favorecimento de uma empresa que venceu uma licitação para fornecer serviços de informática para a prefeitura, sendo o principal o link para a Praça Digital, projeto que fornece internet de graça nas praças públicas da cidade.
"Essa foi uma denúncia que chegou até mim por um eleitor, que suspeitava de direcionamento para uma empresa vencer essa licitação, já que a empresa que venceu o certame era do marido e a que perdeu é de sua esposa", afirmou.
Segundo Batata, a Comissão já possui toda a documentação referente ao processo licitatório e deve se reunir na próxima quinta-feira, 5, as 14 horas, para escolher o relator da CPI. "O endereço de uma das empresas é da cidade de Itiquira, onde funciona uma loja e ninguém nunca ouviu falar dessa empresa lá. Não queremos nos precipitar, mas há indícios de irregularidades e é isso que nós vamos apurar, com responsabilidade", disse o vereador.
Outro lado
Procurada pela nossa reportagem, a prefeita Mariledi Coelho afirmou rapidamente que tem conhecimento da abertura da CPI, mas desqualificou a iniciativa dos vereadores, afirmando não ter havido irregularidades na contratação da empresa. "Não procede", resumiu.
Histórico de CPIs
Essa é a terceira CPI aberta contra a prefeita Mariledi Coelho, que nunca conseguiu uma convivência amistosa com os vereadores da cidade que comanda. A primeira foi aberta no final de 2013 e a prefeita foi acusada de sonegar informações aos vereadores e de usar uma patrol da prefeitura para limpar uma área particular. A CPI concluiu que não houve improbidade nos casos e finalizou os trabalhos sem penalizar Mariledi Coelho.
No início de março deste ano a prefeita foi acusada de não pagar aluguéis e ainda promover a ocupação indevida de um prédio particular, que é utilizado como sede da secretaria de Ação Social do município, além de funcionar como creche, mas os vereadores resolveram não abrir uma CPI para apurar as responsabilidades da prefeita no caso.
A segunda CPI contra Mariledi foi instalada em março de 2013 e a prefeita foi acusada de ter cometido ato de improbidade administrativa ao ter contratado a empresa TRB Engenharia, Construções e Serviços Ltda, que realizou serviços de tapa buraco nas ruas da cidade no ano de 2013.
Em nenhum dos casos a prefeita foi condenada e conseguiu encerrar as CPIs sem sofrer nenhuma sanção, mas a reincidência na criação das comissões para investigar a chefe do Executivo denota que a mesma não tem o melhor dos relacionamentos com o Legislativo.