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Medeiros ressalta inauguração de 1º Centro de Pesquisas da América Latina em Grafeno

De acordo com o parlamentar, o grafeno é considerado a matéria prima do século XXI

por GazetaMT

04 de Março de 2016, 08h41

Medeiros ressalta inauguração de 1º Centro de Pesquisas da América Latina em Grafeno
Medeiros ressalta inauguração de 1º Centro de Pesquisas da América Latina em Grafeno

Brasília - Em discurso no plenário do Senado Federal, nesta quinta-feira (03.03), o senador mato-grossense, José Medeiros, elogiou a Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo, que nesta semana inaugurou o primeiro Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno, Nanomateriais e Nanotecnologia, de toda a América Latina. De acordo com o parlamentar, o grafeno é considerado a matéria prima do século XXI e deve, em breve, substituir com mais eficiência outros materiais utilizados em várias indústrias tecnológicas por todo o mundo.

Para o senador, que esteve presente na inauguração do centro de pesquisas, o Brasil assume um lugar de destaque no setor de pesquisas tecnológicas mundiais. "Só para citar algumas coisas: o grafeno é 200 vezes mais forte que o aço; o nanomaterial permitirá incrementos substanciais na velocidade de transmissão de dados, possibilitando um salto de qualidade na telefonia móvel; na medicina, será capaz de permitir a fabricação de implantes biônicos capazes de interagir com tecidos vivos e em relação a energia vai permitir a existência de baterias muito mais duráveis que as de hoje e com uma capacidade de recarregamento imensuráveis vezes mais que as atuais. Ou seja, estamos diante de uma revolução tecnológica", frisou.

 Acostumado a ver as grandes transformações tecnológicas ocorrerem fora do Brasil para depois serem acessadas pelos brasileiros, ou mesmo gerando frutos para a economia local, Medeiros vê o Brasil protagonista como nunca foi. "Pela primeira vez, participamos de forma ativa, ombreando-se com os demais protagonistas de uma transição tecnológica de porte mundial. No século passado, infelizmente, não figuramos como atores relevantes nas evoluções científicas da teoria quântica, da relatividade e da informática", lembrou.

Riquezas - Propriamente sobre as potencialidades de incremento na economia nacional, o senador ressaltou que o grafeno deve, em breve, iniciar uma grande leva de geração de empregos e de riquezas, direta e indiretamente. "Estar presente no pelotão de frente desta nova etapa das linhas de produção tecnológicas, garantirá a participação ativa do Brasil na configuração de um setor econômico extremamente dinâmico; um setor que, segundo estimativas, pode movimentar mais de US$1 trilhão", reiterou o senador.