Desperdício: Governo gasta milhares de reais para assinar ordem de serviço em Rondonópolis
04 de Maio de 2013, 09h20
Chamou a atenção o aparato montado nesta sexta-feira (03) para a visita do governador Silval Barbosa a Rondonópolis - a terceira desde a posse de Percival Muniz (PPS) na prefeitura da cidade.
O governador chegou em um jato moderno e carissímo, trazendo na 'bagagem' a secretária de turismo, Teté Bezerra, o deputado federal e presidente do PMDB, Carlos Bezerra, e também o deputado estadual Sebastião Rezende (PR). O custo da viagem não foi informado, mas fontes extra-oficiais garantem que o aluguel de uma aeronave como aquela (foto acima) não custa menos que R$ 40 mil reais.
Mas, além do luxo no translado, a vinda do governador movimentou quase metade do efetivo da PM e vários policiais civis. As viaturas ficaram postadas ao longo do trajeto que seria percorrido pelo chefe do Executivo e, em alguns momentos, o trânsito chegou a ser interditado para a passagem da 'comitiva'.
Em valores monetários a operação não saiu por menos de R$ 10 mil, isso, claro, sem contar o fato de que boa parte da cidade ficou desguarnecida de policiais neste período.
Levando em consideração que Silval veio a Rondonópolis apenas para assinar uma ordem de serviço, não é preciso ser um gênio da matemática para deduzir que o custo foi imensamente maior que o 'benefício' proporcionado.
Cá entre nós, seria muito mais barato (e correto) se Silval tivesse assinado a tal ordem lá mesmo em Cuiabá e enviado apenas uma foto para os veículos de comunicação da cidade. Poderia ter deixado a visita para quando a obra (pavimentação da MT-040) estivesse pronta.
Neste caso, aliás, seria conveniente que ele viesse de carro - já conferindo a qualidade dos serviços realizados na rodovia.