NAI
Implantação de novo Socioeducativo racha opiniões na Câmara
Terreno na Vila Operária é pivô de discórdia por parte dos que pedem ressocialização em local afastado
04 de Maio de 2017, 09h32
O projeto de Lei -PL nº 052/2017, de autoria do Poder Executivo, rachou as opiniões dos vereadores na Câmara. A implantação do Núcleo de Atendimento Integrado -NAI, proposta na medida, dividiu os pontos de vista. De um lado, os que aprovam a construção do espaço, que prevê, dentre outros serviços, atendimento a menores infratores, e, de outro, os que preferem manter afastados os considerados, como frisou um vereador, potenciais incentivadores do aumento da criminalidade.
Foi exatamente este o adjetivo utilizado pelo dito parlamentar, seguido de declarações de semelhante tônica. Na última terça-feira, 2, a Prefeitura, em companhia de alguns dos vereadores, expôs o terreno que deverá abrigar o novo prédio, na região da Vila Operária. É no quesito localidade que mora a discórdia.
Contrário à construção do NAI na Vila Operária, Vilmar Pimentel -SD, foi um dos que votaram contra a proposta: "Nossa cidade cresceu? Concordo! Mas porque não construir o socioeducativo em um local mais afastado. Chamou a sociedade para questionar se são favoráveis instalação deste? Acho que não! Não sou favorável e votarei contra esse projeto", defendeu.
Acompanharam o voto de Pimentel os vereadores: Orestes Miráglia-SD, João Mototáxi-PSL e Thiago Silva -PMDB. O total de vereadores favoráveis à proposta ficou em 14, com duas abstenções e uma ausência. Por maioria de votos, o PL foi aprovado.
Em favor da construção, Silvio Negri -PCdoB rebateu Pimentel antes mesmo do início da votação. "Não se pode afastar essas pessoas. Pra começar, a exigência é que a construção seja feita dentro do perímetro urbano do município. Em algum lugar tem que ser feito o NAI. Esses jovens terão oportunidade de ser ressocializações, serão incentivados. Não é afastando este jovens que vamos atingir o objetivo de ressocialização", argumentou.
Polêmico
No dia 25 de abril, o PL havia fora retirado da pauta do dia na Câmara pelo líder do prefeito Zé do Pátio, Juary Miranda -SD. O terreno na Vila Operária mede mais de 20 mil metros quadrados e abrigaria, em um mesmo espaço, o NAI, que prevê a integração operacional de órgãos do judiciário: Ministério Público, Defensoria Pública e Segurança Pública, destinado ao atendimento inicial aos adolescentes autores de atos infracionais.
O lote 13C fica à margem direita da BR-364, zona urbana de Rondonópolis. Aos vereadores, o promotor de Justiça da Vara de Infância e Juventude de Rondonópolis, Ari Madeira da Costa, disse que a construção do NAI não é uma conveniência. "Já está em trânsito em julgado. Vai ser naquela área e a doação de mais dois hectares daria ainda mais qualidade ao núcleo. O espaço é uma escola fechada e vai ser construído em Rondonópolis por ser uma cidade polo e por termos aqui um número maior de menores infratores do que na região".