ASSEMBLEIA

Novo CPC vai desburocratizar ação judicial no Poder Legislativo

por GazetaMT

04 de Junho de 2016, 07h00

Novo CPC vai desburocratizar ação judicial no Poder Legislativo
Novo CPC vai desburocratizar ação judicial no Poder Legislativo

O novo Código de Processo Civil (CPC) vai desburocratizar as ações judiciais da Procuradoria Geral da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso. A avaliação é do procurador-geral adjunto da Casa, Grhegory Maia, que apresentou palestra na última quinta-feira (2), sobre a advocacia e procuradoria dos Legislativos.

O tema fez parte das discussões acerca do novo Código de Processo Civil (CPC) e 3º Seminário "O novo CPC", que aconteceram nos dias  2 e 3 de junho, no Teatro  do Cerrado Zulmira Canavarros, da Assembleia Legislativa. Participaram do evento operadores do Direito, acadêmicos, servidores dos Poderes Legislativo, Executivo, Judiciário; e população em geral.

 "O novo CPC representa um avanço da prestação judicial para o cidadão. No sentido de viabilizar a prestação judicial mais célere mediante a inserção de mecanismos efetivos a fim de assegurar os direitos constitucionais aos cidadãos mato-grossenses. É preciso promover o acesso da justiça à população carente. Temos a obrigação de evoluir a fim de atender os anseios da sociedade", ressaltou Maia.

O atual CPC possui um dispositivo no qual aplica subsidiariamente suas normas ao processo administrativo. Conforme a Procuradoria da Casa de Leis, a demanda processual representa quase 90% de processos administrativos. "Enfim, muitas normas nós vamos nos readequar diante dos avanços que estão sendo debatidos. Temos que chamar atenção do julgador, no sentido de deixar de lado o excesso de formalismo e enxergar mais a população. É preciso dialogar em busca do consenso coletivo", destacou o procurador-geral adjunto.

Na concepção do coordenador do congresso, o professor Welder Queiroz dos Santos, o novo CPC irá promover a celeridade com qualidade do processo judicial da Procuradoria Geral do Legislativo e demais instituições. Segundo ele, este é um período de adaptações, o que suscita os temas abordados e as discussões que vão ocorrer nos dois dias de encontro.

"Abrimos a oportunidade para abordar a legislação em vigor que afeta diretamente os operadores da área jurídica. Estamos passando por readequações, o que tem atingido o Poder Judiciário brasileiro, a exemplo dos regimentos internos dos tribunais", explicou.