Aviões: Presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados ainda misturam o público com o privado

por GazetaMT

04 de Julho de 2013, 08h26

Aviões: Presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados ainda misturam o público com o privado
Aviões: Presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados ainda misturam o público com o privado

Presidentes do Senado e da Câmara usaram aviões da FAB para 'passear'Apesar de afirmarem nos discursos que são favoráveis as reivindicações levadas às ruas pelos brasileiros, os presidentes das duas principais casas legislativas do país demonstram na prática que não compreenderam direito o que deseja o povo. Prova disso é a manutenção do velho hábito de usar aviões oficiais para 'compromissos' particulares.

A lei é clara ao definir que as aeronaves pagas com dinheiro público só podem ser utilizadas por "motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e deslocamentos para o local de residência permanente". Mesmo assim, Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN) usou um avião da Força Aérea Brasileira para levar parentes e aderentes à final da Copa das Confederações, no Rio de Janeiro. E Renan Calheiros (PMDB/AL) fez o mesmo para acompanhar o casamento da filha do colega senador Eduardo Braga (PMDB/AM), na Bahia.

O presidente da Câmara disse que vai ressarcir os valores referentes aos gastos com a viagem. Renan ainda não disse nada. Mas o caso é que, mesmo que pagassem o dobro do valor, isso não mudaria o fato de que infringiram a lei em benefício próprio. Em última análise, isso também pode ser considerado corrupção.

E por falar em corrupção, a Câmara dos Deputados decidiu adiar a votação do projeto que torna a prática um crime hediondo. Os deputados federais juram que votarão o projeto no próximo dia 09. Mas, a julgar pelas práticas, é bom ficarmos atentos para não deixar que eles novamente engavetem a matéria.