NO DEVIDO LUGAR

Língua torta de Bolsonaro mereceu rebate irritado de ministro

por GazetaMT

04 de Julho de 2016, 08h05

Língua torta de Bolsonaro mereceu rebate irritado de ministro
Língua torta de Bolsonaro mereceu rebate irritado de ministro

Na última semana, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) cumpriu agenda política no Estado, deixando sua já conhecida marca por cada município: a de falar demais. Fez tanto barulho que acabou irritando instâncias superiores, de maior importância política e humana para Mato Grosso. Precisou ser achincalhado pelo senador licenciado e atual ministro Blairo Maggi.

O falastrão Bolsonaro defendeu em discurso e vídeos postados na internet a posse e o porte de arma de fogo a fazendeiros em "defesa de suas terras contra os marginais do MST". Chegou a dizer que um projétil calibre 372 é a solução para os trabalhadores rurais sem-terra. Falta inteligência ao deputado, ainda que lhe sobre esperteza.

Apoiar ou não as entidades de luta de classe e reforma agrária, neste caso em específico, pouco importa. Questionar a legitimidade, transparência ou entrelaças políticas de movimentos como o dos sem-terra idem. O que Bolsonaro quer é mídia, de olho na corrida que se desenha para 2018.

Presidenciável de momento, não sabe se terá daqui a dois anos sustentabilidade política nem estrutura para uma candidatura, até por conta da fragilidade do PSC a nível de Brasil. Por isso joga no discurso semelhante ao dos programas policialescos da TV, mesmo que isso signifique incitar o ódio a qualquer custo. No fim, na essência, puro marketing que lhe faz ganhar tempo na medida em que existe quem o segue. Sabe-se lá por qual motivo, segue.

Sobre incitar o ódio, cá neste Estado a estratégia ganhou seu rebate. "Claro que o deputado [Jair] Bolsonaro faz política de bravata! E não é o que devemos fazer quando estamos sentados numa mesa do Executivo", soltou o verbo Blairo Maggi, já sinalizando cortar as asas do lunático falastrão.  "A solução é a inclusão dos que estão assentados em 88 milhões de terras rurais. E temos que incluir esse pessoal. A ordem é emancipar: dar a possibilidade a essas pessoas de irem ao banco tomar dinheiro emprestado para produzir", defendeu.

Boas novas: Ainda existe sanidade na política.