Movimento Grevista

Sintep faz “piquete” na Seduc e impede cerca de 500 servidores de trabalhar

A Seduc repudiou a atitude do sindicato e ressaltou que além de ferir o direito dos servidores de trabalhar, a ação também é ilegal.

por De Cuiabá-Sabryna Carvalho

04 de Julho de 2019, 12h35

Sintep faz “piquete” na Seduc e impede cerca de 500 servidores de trabalhar
Sintep faz “piquete” na Seduc e impede cerca de 500 servidores de trabalhar

O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep/MT) fez um "piquete" na entrada da Secretária de Educação de Mato Grosso (Seduc), impedido cerca de 500 servidores de trabalharem na manhã desta quinta-feira (04). A ação do movimento grevista, que já se prolonga por 40 dias, é mais uma tentativa de pressionar o governo do Estado a avançar no processo de negociação da paralisação.

Em nota, a Seduc repudiou a atitude do sindicato e ressaltou que além de ferir o direito dos servidores que querem trabalhar, que a ação também é ilegal, já que a Justiça proibiu o Sintep de barrar a entrada de cidadãos e servidores nos órgãos  públicos e de fazer o chamado "piquete", na tentativa de forçar trabalhadores a aderir à greve.

O governo alega, que desde o início da greve, o Executivo tem dialogado com a categoria. Recentemente parte das reivindicações dos profissionais da educação foram atendidas, como por exemplo o pagamento de 1/3 de férias dos servidores contratados, o chamamento do cadastro reversa do concurso público de 2017. Além disso serão investidos R$ 35 milhões para a melhoria na infraestrutura das escolas.

Por outro lado, o Sintep não abre mão do pagamento da Lei Complementar 510/2013, que estabelece um reajuste anual de 7,69% acima da inflação aos trabalhadores, o que garantiria a dobra do poder de compra dos salários dos professores até 2023 e da Revisão Geral Anual (RGA). O Governador Mauro Mendes (DEM), em todas as tentativas de negociação com a categoria, foi categórico em alegar que o governo está impedido de conceder o pagamento devido ao que dispões a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF),  já que no momento o Estado ultrapassou o limite de 49% da receita, com o pagamento da folha salarial.