LEITE MATERNO

Enfermeiros das unidades de saúde são capacitados para sensibilizar mães a amamentar no seio

As crianças que amamentam sofrem menos doenças, destaca a farmacêutica Scheila Souza

por GazetaMT

04 de Agosto de 2016, 16h50

Enfermeiros das unidades de saúde são capacitados para sensibilizar mães a amamentar no seio
Enfermeiros das unidades de saúde são capacitados para sensibilizar mães a amamentar no seio

Preparar os profissionais de saúde para saberem sensibilizar e estimular gestantes e mães de filhos pequenos a oferecer o leite materno como alimentação exclusiva dos bebês nos primeiros meses de vida. Esta é a meta de técnicos do Banco de Leite Humano - BLH e da Secretaria de Saúde de Rondonópolis que ofereceram uma capacitação neste sentido aos enfermeiros responsáveis pelas unidades básicas de saúde do município, na tarde desta quinta-feira (4).

Scheila Rafaela dos Santos Souza - farmacêutica bioquímica e responsável técnica pelo BLH - ministrou a capacitação que começou com os depoimentos dos profissionais sobre as experiências cotidianas e as principais dificuldades das mães no processo de amamentação. O interesse era conhecer a realidade de atendimento de cada unidade para repassar dicas que podem ajudar as mães a priorizarem a amamentação com o leite materno.

O curso organizado pela enfermeira obstetra Karine Lima serviu para informar os enfermeiros também sobre o manejo clínico da amamentação e a rotina do BLH, além de repassar orientações sobre as estratégias capazes de estimular as mães lactantes a doarem o leite humano que é capaz de salvar a vida de bebês prematuros.

A farmacêutica Scheila Souza repassou informações ainda sobre a campanha de amamentação de 2016 que tem o tema 'presente saudável - futuro sustentável'. Ela explica que a campanha da Semana Mundial de Amamentação está concentrada em 17 objetivos de desenvolvimento sustentável. "A amamentação no seio é uma atitude que preserva e cuida do planeta, já que se produz menos lixo e as crianças que amamentam sofrem menos doenças", defende.

Scheila Souza compara que as crianças amamentadas no seio geralmente vão às unidades de saúde apenas para fazer o controle de peso e medida e receber as vacinas necessárias. "É preciso pensar o aleitamento materno de forma global. As mães que decidem amamentar garantem benefícios grandes para os bebês e ainda ajudam a preservar a natureza. As crianças crescem mais saudáveis e o futuro pode ser mais sustentável para todos", avalia.