INVESTIGAÇÃO

Laudo aponta hematomas em mulher de vice-governador de MT indiciado por agressão

"Na avaliação secundária, foram observados edemas na região do crânio, edema no lábio, escoriações e edemas nos braços esquerdo e direito, escoriação no dedo anelar esquerdo, edema e escoriação na região distal anterior da coxa esquerda", d

por G1

04 de Agosto de 2021, 10h12

Reprodução
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Um laudo de corpo de delito comprovou que a agressão sofrida pela advogada Viviane Kawamoto Pivetta, mulher do vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta. O político foi indiciado por crime de lesão corporal pela Polícia Civil de Santa Catarina e responderá à ação no Fórum Criminal de Santa Catarina.

O laudo feito pelo Corpo de Bombeiros apontou escoriações e hematomas na cabeça, nos braços e dedos, nos lábios e nas coxas de Viviane.

Conforme o delegado Rafael Chiara, responsável pelo caso, após o depoimento do casal e a prisão do vice-governador, Chiara pediu que o Corpo de Bombeiros de Itapema fizesse uma perícia no corpo de Viviane.

"No local, encontramos a senhora Viviane Cristina Kawamoto Pivetta, 36 anos, consciente, orientada, sentada no interior da delegacia, pupilas isocóricas e reativas, sinais vitais normais, segundo a mesma relatou dores na região do processo zigomático do osso temporal, lábio superior, braços direito e esquerdo, dedo anelar esquerdo, coxa esquerda", diz trecho do análise.

Em seguida, o exame de corpo de delito aponta uma avaliação secundária.

"Na avaliação secundária, foram observados edemas na região do crânio, edema no lábio, escoriações e edemas nos braços esquerdo e direito, escoriação no dedo anelar esquerdo, edema e escoriação na região distal anterior da coxa esquerda", diz outro trecho do laudo.

Após atendimento pré hospitalar, Viviane permaneceu no local assinando o termo de recusa de encaminhamento.

Laudo aponta hematomas em Viviane Pivetta — Foto: Reprodução

Segundo o delegado, o exame de corpo de delito geralmente é feito pelo Instituto Geral de Perícias (IGP), mas acabou sendo realizado pelos bombeiros. A prática está prevista na Lei Maria da Penha.

Viviane fez duas ligações para a polícia na data. Na primeira, desligou sem nada falar. Na segunda, informou que fora agredida pelo marido. Policiais foram até o local e o casal foi encaminhado para a delegacia.

O vice-governador relatou à polícia, naquele dia, que a mulher mordeu a mão, mas argumentou que em nenhum momento tinha a agredido.

O inquérito foi enviado à Justiça. Nessa terça-feira, o advogado de Otaviano emitiu uma nota dizendo que o caso está em caso de segredo de justiça e que, no dia do ocorrido, o vice-governador prestou informações à polícia de Santa Catarina e "retornou calma e pacificamente ao apartamento de veraneio".