15 x 4

Câmara derruba veto ao projeto que cria Sistema Municipal de Internação Compulsória

Prefeitura alegou que medida é inconstitucional porque aumenta despesas; vereadores afirmam que estão apenas normatizando a questão.

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04 de Setembro de 2013, 23h16

Câmara derruba veto ao projeto que cria Sistema Municipal de Internação Compulsória
Câmara derruba veto ao projeto que cria Sistema Municipal de Internação Compulsória

Vereadores prometeram trabalhar para viabilizar sistema de internação compulsória

A Câmara Municipal de Rondonópolis derrubou nesta quarta-feira (04) o veto ao projeto de lei que cria o Sistema de Internação Compulsória em Rondonópolis. O projeto, do vereador e médico Manoel da Silva Neto (PMDB), foi mantido com 15 votos favoráveis e apenas quatro contrários. Agora caberá a própria Mesa Diretora do Legislativo promulgar e fiscalizar o cumprimento da medida.

O projeto havia sido vetado pelo prefeito Percival Muniz (PPS), sob recomendação da Procuradoria Jurídica. A alegação foi que ele pode aumentar as despesas do município, o que só pode ocorrer por iniciativa do próprio Executivo. O autor do projeto alegou que o sistema não representará custos extras porque pode ser implementado por servidores da própria Prefeitura utilizando recursos já existentes.

"Na verdade já existe uma legislação sobre o assunto, estamos apenas normatizando isso no âmbito municipal. A nossa intenção é garantir que os pais que têm filhos em situação de extrema dependência possam encontrar auxílio quando necessitarem", disse.

A internação compulsória está prevista em lei federal e já é adotada como política pública em vários locais do país, principalmente no combate ao crack. Ela autoriza que juízes, seguindo recomendação médica, determinem a internação mesmo contra a vontade do dependente químico.

Estrutura
O vereador Thiago Muniz, líder do PPS na Câmara, disse que votaria contra o veto, mas destacou que a questão econômica foi o fator que levou o executivo a barrar o projeto. Segundo ele, a falta de estrutura deve ser um dos principais obstáculos à implantação do sistema.

"O setor da Saúde em Rondonópolis está enfrentando problemas graves, principalmente por causa da falta de repasses do Governo Estadual. Isso significa que a atuação da Câmara não pode se resumir a derrubar o veto. Precisaremos ajudar o Executivo a encontrar formas de viabilizar a medida", ressaltou.

O vereador Adonias Fernandes (PMDB), que também votou pela derrubada do veto, acredita que a a aprovação do projeto pode servir de estímulo para que a classe política se una em torno de ações visando amparar os dependentes químicos.

"Com esta lei poderemos buscar parcerias com deputados para reforçar e ampliar as instituições que já tratam dos dependentes, como a Divina Providência. Através de emendas parlamentares, associação em programas federais e também de convênios poderemos melhorar a estrutura e ajudar as famílias a enfrentarem o problema da dependência", avaliou Adonias.