Combate à corrupção

Congresso debate fim do financiamento privado de campanhas eleitorais

por GazetaMT

04 de Setembro de 2015, 15h22

Congresso debate fim do financiamento privado de campanhas eleitorais
Congresso debate fim do financiamento privado de campanhas eleitorais

O Senado Federal aprovou no último dia 2 um projeto de lei acabando com o financiamento provado das campanhas eleitorais, tido pelos especialistas como a origem da corrupção na política, já que empresas e empresários, na prática, não fazem doações para as ditas campanhas, mas sim empréstimos, que posteriormente são pagos com dinheiro público, por meio de desvios em contratos superfaturados.

Além de significar um grande passo no sentido de diminuir a corrupção, a medida também ajudará a diminuir a interferência do capital na política, aumentando o espaço para a participação popular e fortalecendo o verdadeiro sentido da nossa jovem democracia.

Pela redação da nova lei, que ainda terá que ser votada na Câmara, que ainda pode apresentar emendas ao texto e que já demonstrou recentemente ser contra a proibição das doações de empresas para as campanhas eleitorais.

De qualquer forma, o Buxixo entende que o ideal seria a eleição de políticos baseado em suas propostas, sendo desnecessário o aporte de grandes quantias em dinheiro nas campanhas eleitorais, ou que pelo menos os valores gastos fossem apenas os necessários para se divulgar o nome e as propostas dos candidatos, diferentemente do que ocorre hoje, quando bons políticos perdem a eleição para políticos comprovadamente envolvidos em esquemas escusos envolvendo dinheiro público, que 'compram' suas eleições, por meio da contratação de milhares de cabos eleitorais, entre outras artimanhas que afrontam a democracia representativa vigente no país, com a prevalência dos interesses corporativos do capital em detrimento da vontade popular.

Traduzindo para facilitar a compreensão: empresa não vota, portanto não deve participar do processo político. Por outro lado, o cidadão que tem o título eleitoral deve chamar para si a responsabilidade de ocupar mais espaços na política.

O Buxixo vai acompanhar...