PUBLICIDADE ILEGAL

Coligação aciona Emanuel Pinheiro por usar estrutura da Prefeitura para alavancar campanha de Márcia

Prefeito reforçou campanhas institucionais que beneficiam sua esposa

por Da Redação

04 de Setembro de 2022, 12h45

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Divulgação

A Coligação Mato Grosso Avançando, Sua Vida Melhorando propôs ação de investigação contra o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), por estar usando a "máquina" da Prefeitura para alavancar a campanha de sua esposa, Márcia Pinheiro (PV), candidata ao Governo do Estado, e do vice Vanderlucio Rodrigues (PP).


 

A ação foi proposta pelo advogado Rodrigo Cyrineu no último sábado (03.09), e foi distribuída à desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho. No documento, é pedido a suspensão das publicidades ilegais, proibição das novas, multa e inelegibilidade de Emanuel e Márcia.

 

Conforme o processo, Emanuel - que é coordenador da campanha de Márcia - está usando a publicidade institucional da Prefeitura para beneficiar seu grupo político, "numa tentativa audaciosa de abocanhar o comando do Palácio Paiaguás a qualquer custo".

 

"Além de massificar as publicidades institucionais na Rádio e na Televisão, o Investigado Emanuel vem descaradamente impulsionando nos principais sites de Mato Grosso com os programas sociais da Prefeitura, os quais são 'coincidentemente' a bandeira principal de campanha da Investigada Marcia no horário eleitoral gratuito", afirmou.

 

A denúncia mostra a semelhança entre o slogan usado pela Prefeitura e o usado por Márcia, que "serve, descaradamente, para incutir no subconsciente do eleitor os 'feitos' da gestão municipal à suposta capacidade administração da candidata ao Executivo Estadual", o que é vedado pela legislação eleitoral.

 

"O marketing eleitoral dos Investigados Márcia e Vanderlúcio é associado e, praticamente promíscuo, ao da Prefeitura da Capital comandada por Emanuel. A tonalidade de cores, padrões artísticos, fonte dos escritos são estrategicamente escolhidos para que o eleitor faça uma associação, -consciente ou não - entre práticas 'elogiáveis' da prefeitura e a própria candidata".

 

Um exemplo disso é que mesmo quando Márcia Pinheiro já era pré-candidata nas eleições, a prefeitura divulgou matéria no site institucional sobre programa social no qual ela é colocada como idealizadora.

 

"Além de configurar clara publicidade institucional cruzada ou transversa em período vedado, à luz do art. 73, inciso VI, alínea “b”, da Lei nº. 9.504/1.997, a referida propaganda institucional faz inequívoco uso promocional de programa social em favor da Investigada Márcia Pinheiro", diz trecho da ação, que lista outras matérias ilegais divulgadas no período vedado.

 

As mesmas ilegalidades, de acordo com a ação, tem ocorrido sistematicamente nas redes sociais da Prefeitura de Cuiabá para beneficiar a candidata.

 

"Na página institucional da Prefeitura de Cuiabá no facebook há também inúmeras publicidades institucionais com slogan semelhante ao dos Investigados Márcia e Vanderlúcio, a evidenciar clara associação entre o público e o eleitoral. No instagram da Prefeitura de Cuiabá há também publicidades institucionais que são verdadeiras propagandas da gestão, como é o caso do RGA dos servidores e que é copiada no programa eleitoral dos outros Investigados, a revelar conduta vedada". 

 

Também consta na ação que os gastos da Prefeitura com publicidade institucional aumentaram em R$ 2 milhões neste ano, em comparação com 2021.

 

"Desse modo, enquanto o candidato da Coligação Investigante [Mauro Mendes] está de mãos amarradas diante das inúmeras proibições legais, o Investigado, enquanto Prefeito, está verdadeiramente 'nadando de braçada' com a máquina pública municipal, desequilibrando factualmente e institucionalmente a campanha para o cargo majoritário em alusão".