Fiscalização
Delegado diz que PF estará na rua para coibir abusos no dia da eleição
O chefe da Delegacia da PF em Rondonópolis e região, o delegado Paulo Repetto, afirmou que vai atuar firme na repressão de crimes eleitorais
05 de Outubro de 2012, 12h46
O chefe da Delegacia de Polícia Federal em Rondonópolis e região, o delegado Paulo Repetto, afirmou em entrevista ao site GazetaMT que a PF vai atuar firme na repressão dos crimes eleitorais e alerta eleitores e candidatos sobre os riscos de serem flagrados cometendo algum ato ilícito.
O delegado que o patrulhamento mais ostensivo ficará a cargo da Polícia Militar (PM), mas que a PF estará com 100% de seu efetivo de plantão para apurar qualquer denúncia e vai atuar como Polícia Judiciária da União, ou seja, vai ser responsável pela lavratura de Termos Circunstanciados, procedimento utilizado para apurar crimes de menor poder ofensivo e que resultam em com penas de até dois anos, e pelos flagrantes, que são aqueles casos de maior gravidade e que podem resultar em penas superiores a dois anos e pelos quais o infrator poderá permanecer preso.
Ele afirmou que a PF ainda não deteve nenhum candidato ou apoiador de candidato praticando a famigerada compra de votos, mas alertou para os riscos que tanto o eleitor quanto o candidato correm, caso sejam detidos em flagrante praticando o ilícito. "Nós recomendamos que o eleitor não venda seu voto e nem aceitem dar o seu voto em troca de promessas de vantagens, que não forneça o número de seu título de eleitor para ninguém, pois a lei diz que quem compra o voto é criminoso, mas quem vende também está cometendo um crime e terá que responder por isso", pontuou o delegado.
O delegado Paulo Repetto recomenda também que no domingo, 7, o eleitor procure votar e seguir de volta para casa, aos seus afazeres cotidianos. "O eleitor tem que tomar cuidado para não fazer boca-de-urna, pois ele pode se manifestar individualmente, colando um borche ou um adesivo de seu candidato na roupa, mas nunca de forma coletiva, fazendo aglomeração, pois isso pode caracterizar boca-de-urna", alertou.
Um outro alerta feito pelo delegado é quanto ao despejo de sobras de material de campanha na porta dos locais de votação, conduta vedada por lei. "Todos os locais de votação estarão sendo monitorados pela PM e também pela PF e, a pessoa que for pega fazendo isso vai ser presa, terá o veículo apreendido e o seu candidato poderá ser cassado. Em alguns casos, pode ser difícil localizar quem jogou o material, mas o candidato com certeza será penalizado", informou.
Para o delegado federal, essa e outras práticas que já foram "comuns" em épocas passadas, ocorriam por falta de fiscalização e de consciência cidadã dos políticos. "Infelizmente, antigamente era possível a compra de votos, a boca-de-urna, e isso se tornou uma espécie de cultura, mas agora não pode mais. Houve um endurecimento das leis, justametne por conta dessas práticas, que podem gerar investigação e a responsabilização penal e administrativa contra quem as pratica. Mas o mais importante é dizer que esperamos dos candidatos uma prova de cidadania, que tenham uma conduta digna, como determina a lei, pois a eleição é a oportunidade que temos de eleger os melhores candidatos e, aquele que sujar a cidade é um sinal de que não vai cumprir acordos anteriores. Aquele que compra votos demonstra que vai fraudar licitações e não vai trabalhar em prol da cidade", pontuou.
Por fim, o delegado fez questão de afirmar que todo o efetivo das polícias estará na rua garantir a tranquilidade e a slisura das eleições. "Os policiais fedearis suspenderam sua greve agora nesses dias, a PM e a Polícia Civil estarão nas ruas e a população pode ir votar tranquila, que a sua segurança está garantida", finalizou.