Análise
Percival acredita que Taques vencerá no primeiro turno e tem dúvidas sobre renovação no Congresso
Prefeito de Rondonópolis disse que mudanças no País vão depender principalmente da ação do presidente eleito
05 de Outubro de 2014, 13h25
O prefeito de Rondonópolis e presidente estadual do PPS, Percival Muniz, votou hoje por volta das 12h30, na escola Adolfo Augusto de Moraes. Ele estava acompanhado da esposa, Ana Carla Muniz, e disse estar confiante na vitória do candidato a governador Pedro Taques (PDT) ainda no primeiro turno.
"As pesquisas, o volume de campanha e as informações que temos nos levam a crer que a decisão deve sair hoje e o Taques vencerá. Mas a decisão soberana é o cidadão quem dá. Se ele achar que deveremos ter segundo turno, teremos", pontuou.
Em relação à disputa presidencial ele considera certo o segundo turno e prevê um embate duro principalmente se o adversário de Dilma Rousseff (PT) foi o Aécio Neves (PSDB).
"Acho que o Aécio disputará a presidência com a presidente Dilma. PT e PSDB representam pensamentos diferentes e podemos ter uma situação forte de confronto de ideias", avalia. "Se entrar a Marina, que tem chances reais também, teremos um misto de concepções - já que ela defende pensamentos comuns ao PT e ao PSDB - o que daria um debate menos polarizado no segundo turno".
Congresso
Percival Muniz lembrou ainda que esta será a primeira eleição após os protestos promovidos em todo o país no ano passado. Por isso, ele considera que o resultado das urnas ainda pode trazer surpresas para a classe política. "Pode sair de tudo nestas urnas", afirmou.
Mesmo sinalizando a possibilidade de mudanças mais profundas, o prefeito de Rondonópolis mostrou-se cético quando a uma renovação ampla no Congresso Nacional. Para ele, que já foi deputado federal e ajudou a elaborar a Constituição brasileira, questões como a descriminalização das drogas, o pacto federativo e a redução das taxas de juros só serão discutidas pelos próximos senadores e deputados se houver um envolvimento direto do presidente eleito.
"Precisamos criar condições para distribuir melhor a riqueza e garantir a pluralidade das oportunidades de geração de desenvolvimento. Precisamos diminuir os juros, para que o capital deixe de ser especulativo e estimule o desenvolvimento. São desafios, mas não tenho muita expectativa de essas mudanças ocorram a partir do Congresso. Aliás, não sei se parlamento que está sendo eleito será muito diferente do que temos agora. Se o presidente da república puxar um debate novo, o congresso acompanha. Do contrário ficará tudo como dantes no reino de abrantes", disse.
Fila
Assim como a maioria dos eleitores rondonopolitanos, o prefeito precisou aguardar na fila para poder votar. A demora é causada por problemas no identificação dos eleitores através do sistema biométrico - implantado nesta eleição.
Muniz lamentou a situação, mas reagiu com bom humor. "Isso faz parte da briga entre o homem e a tecnologia. Más é uma questão adaptação, a tendência é que esse novo sistema seja mais rápido no futuro. Vamos aguardar o fim da eleição e depois avaliar se a mudança realmente compensou", disse ele.