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Idosos, deficientes e acidentados dão exemplo e fazem questão de votar
Percorrendo a cidade, é possível identificar vários idosos, deficientes e pessoas acidentadas procurando os seus locais de votação
05 de Outubro de 2014, 12h37
Pela legislação eleitoral brasileira, jovens com menos de 18 anos e eleitores com mais de 70 anos não são obrigados a votar, além de deficientes físicos, que podem requerer a dispensa da obrigação de votar. Mas ainda assim, percorrendo os locais de votação da cidade, é possível identificar vários idosos, deficientes e pessoas acidentadas procurando os seus locais de votação para exercer seu direito.
Um dos casos mais sintomáticos é o da idosa Ana Rosa Neves, de 86 anos, que fez questão de votar e é enfática ao defender o voto. "Eu vim votar para melhorar minha vida, de meus filhos e de meus netos, dos meus bisnetos. É desse jeito que a gente vai melhorar as coisas", disse com convicção.
Ela diz se lembrar de várias eleições anteriores, tendo votado desde a primeira eleição para prefeito da cidade, mas não se mostra saudosista e aconselha os jovens a votar. "Eu nasci em 1928 ainda e de lá para cá mudou muita coisas, mas eu prefere o jeito como as coisas estão hoje em dia. A votação era toda no papel e agora é tudo na urna eletrônica. Eu prefiro desse jeito, está bem melhor e mais fácil. Eu diria aos jovens para votar, caprichar no voto e viver feliz", disse.
O deficiente físico Antonio Pereira de Carvalho, de 64 anos, eletricista industrial aposentado natural de São Paulo, é outro que fez questão de ir até seu local de votação para depositar seu voto, com alegria, e defendeu que o eleitor valorize o voto e não o venda. "Que quero votar por que votar é obrigação de todo brasileiro. Eu acho que é importante eu votar, mas acho feio alguém votar pegando voto de algum candidato. Eu votei a vida inteira e nunca peguei um centavo de ninguém. Tem que votar livremente, seguindo a sua consciência", pontuou.
Outra que deu um verdadeiro exemplo de comprometimento coma democracia foi a dona de casa Marlene da Silva, de 42 anos, moradora do Jardim Amizade, acidentada de moto há vinte dias, quando fraturou o fêmur. "Eu acho muito importante votar, mesmo na situação que me encontro. Vim fazer a diferença e dar a resposta nas urnas, pois é assim que eu acho que a gente dá resposta para esses 'grandões' que estão nos governando. Nós temos que dar o exemplo", afirmou.
Com dificuldades para encontrar seu local de votação, que foi mudado após o processo de revisão biométrica desse ano, Marlene não se deu por vencida. "Eu vou votar seja onde for, quero é votar. Faço questão e não desisto", concluiu.