‘GORDURAS’
Excessos de gastos com supersalários e alugueis precisam ser combatidos, afirma Leitão
Durante entrevista à Rádio Nativa, em Cuiabá, nesta segunda-feira (05), ele defendeu que o Poder Judiciário seja incluído na reforma administrativa como todos os demais poderes, sem exceção
05 de Outubro de 2020, 15h09
Candidato ao Senado, Nilson Leitão (PSDB) defende que as reformas administrativa e tributária possam tramitar e ser discutidas em paralelo no Congresso Nacional. No caso dos cortes de gastos públicos, ele destaca que é preciso cortar ‘gorduras’ dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Durante entrevista à Rádio Nativa, em Cuiabá, nesta segunda-feira (05), ele defendeu que o Poder Judiciário seja incluído na reforma administrativa como todos os demais poderes, sem exceção.
“Eu sou contra deixar o Poder Judiciário fora da reforma administrativa, é possível sim enxugar gastos. É possível reduzir a máquina administrativa para não sobrecarregar os cidadãos com mais impostos”, disse Nilson Leitão.
Ele defendeu os direitos adquiridos dos servidores públicos e a necessidade de chamar os aprovados dos concursos públicos, sem a necessidade de realizar mais concursos com outros em validade.
“Temos que rever os supersalários nos três poderes, os alugueis mantidos pelo poder público. Entre 2017 e 2018 foram gastos R$ 2 bilhões com aluguel para servidores dos poderes. Isso precisa ser revisto. São detalhes que vamos equacionar o problema, gastando menos com carros oficiais e usar mais recursos para ambulâncias”.
Nilson Leitão destaca que os órgãos públicos, que tem funções semelhantes como o Ibama e a Sema, poderiam firmar termo de cooperação técnica e utilizar o mesmo prédio, como forma de economizar recursos públicos para manutenção do prédio.
Ele destaca que os temas polêmicos como cortes de gastos para uma reforma do estado brasileiro são necessários ser provocado no Congresso Nacional. “Quando propus a PEC reduzindo o número de deputados e senadores, riram, mas eu consegui colher quase 200 assinaturas e o projeto está parado. Ao me eleger senador, quero retomar a discussão. Nos Estados Unidos, que tem 100 milhões de habitantes a mais e mais recursos, tem 54 senadores e 460 deputados no Congresso. Temos que reduzir o tamanho do parlamento no país”, defendeu.