ERRO NA OVERPRICED

Operação que afastou secretário de saúde pode ser anulada; entenda o caso

Luiz Possas de Carvalho, na realidade, pode ter pago só R$ 0,38 a mais por comprimido de invermectina, pois um detalhe importante sobre a licitação alvo da operação, pode ter passado desapercebido.

por Estevan de Melo - de Cuiabá

05 de Outubro de 2020, 09h50

Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

O secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Antônio Possas de Carvalho, pode estar sendo acusado injustamente de compra superfaturada de invermectina. Acontece que houve um erro de informação nas investigações que resultaram no afastamento dele da pasta, podendo, inclusive, anular a Operação Overpriced, da Delegacia Especializada de Combate a Corrupção (Deccor) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Luiz Possas de Carvalho, na realidade, pode ter pago só R$ 0,38 a mais por comprimido de invermectina, pois um detalhe importante sobre a licitação alvo da Operação Overpriced pode ter passado desapercebido pelo Ministério Público: as caixas adquiridas pela Prefeitura de Cuiabá a R$ 11,90 continham 4 comprimidos cada.

Na aquisição anterior – cujo valor foi comparado para se chegar à constatação de superfaturamento – os comprimidos teriam sido comprados de forma avulsa a R$ 2,59 a unidade.

Se comparada à aquisição anterior, a diferença de preço fica em 38 centavos. Um valor que poderia até ser justificado pela variação de preço durante a pandemia, fato ocorrido em todo o país por conta do aumento da demanda de medicamentos e insumos para se combater o novo coronavírus.