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Câmara de Vereadores não “elege” ninguém e perde peso político em Rondonópolis
05 de Outubro de 2022, 09h12
Com a representatividade política de Rondonópolis mantida na Assembleia Legislativa com a eleição de Claudio Ferreira (PTB) e as reeleições de Sebastião Resende (UB), Nininho(PSD) e Thiago Silva(MDB). O que fica é a impressão de que a cidade poderia ter feito pelo menos uma cadeira ou até duas na ALMT, e alguns fatores contribuíram para que isso não ocorresse.
Com a lupa apenas nos vereadores que saíram na disputa, Roni Magnani (PSB), Maríldes Ferreira (PSB) e Subtenente Guinancio (PSDB), o que podemos entender passada a eleição, é que faltou um algo mais em cada.
No caso de Magnani, que mesmo com expressivos 20.928 votos, sendo 14685 votos em Rondonópolis, a conturbada maneira de Zé do Pátio conduzir a campanha pode ter atrapalhado o sucesso de Roni e se descolar um pouco do prefeito poderia surtir mais efeito. Para ele, restou a suplência e a torcida para arranjos políticos futuros o colocarem na ALMT.
A suplência foi o mesmo destino de Maríldes Ferreira, com 9.864 votos, sendo 8.556 votos em Rondonópolis. No caso da vereadora faltou musculatura de campanha fora de sua base eleitoral, e sem a força de um mandato de deputado ou de apoios realmente de peso com alguns de sua sigla receberam, a tarefa de se eleger fica bem mais difícil.
Já Guinâncio, que faz oposição a Zé do Pátio na Câmara de Vereadores bateu os 2.627 votos, com inexpressivos 405 votos fora de Rondonópolis, um reflexo quem sabe a decadência do PSDB em Mato Grosso e de uma campanha modesta, vale lembrar que também ficou na suplência.
Aliado ao desempenho e abordagem errática de alguns, em Rondonópolis também houve a “invasão” de candidatos de outras regiões absorveram mais de 12 mil votos. A citar Lúdio Cabral (2.192 votos), Janaina Riva (2.010 votos) e Max Russi (1.285 votos), os dois primeiros com base eleitoral em Cuiabá e Russi no Vale do São Lourenço, mas para não ficar só nos “famosos” também tivemos desconhecido Rafael Ranalli, policial federal, que conquistou 1.039 votos em terras rondonopolitanas.
Por fim, se o pleito serviu para testagem destes nomes para 2024, um alerta foi ligado no painel de controle e muita coisa precisa ser ajustada, como por exemplo, para alguns a postura mais independente dentro da Câmara ou o processo de fritura politica terá inicio brevemente.