Mídia nacional destaca avanço de milionários na política de Mato Grosso
05 de Novembro de 2012, 09h09

O portal UOL destacou ontem (04) uma reportagem sobre o patrimônio do prefeito eleito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta. O texto, que esteve na capa da editoria de Política durante todo o domingo, ressaltava que Piveta é considerado o mais rico prefeito do país e administrará na Prefeitura uma receita anual de R$ 144 milhões - menos da metade dos R$ 321 milhões que compõem os bens declarados como patrimônio pessoal do empresário.
A reportagem usa o caso de Pivetta como 'gancho' para destacar a entrada de empresários milionários na política mato-grossense. Cita uma pesquisa que aponta o Estado como campeão em prefeitos ricos (patrimônio médio superior a R$ 5,9 milhões) e menciona ainda o prefeito eleito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB). O socialista é o segundo prefeito mais rico no ranking nacional, com patrimônio declarado de R$ R$ 116,8 milhões.
O Buxixo até compreende o deslumbre da grande mídia com o desempenho eleitoral dos grandes capitalistas regionais, mas faltou uma análise melhor sobre as causas e consequências desse fenômeno político.
O fato é que por aqui o sucesso dos empresários é resultado direto do fracasso dos políticos 'tradicionais'. Cansados da incompetência e dos inúmeros casos de corrupção, o eleitorado de Mato Grosso busca alternativas às antigas lideranças.
Outro fato é que ser rico não é (nem nuca foi) sinônimo de honestidade ou capacidade política. Como bem mostrou o 'Caso Collor', independente do patrimônio ou da conta bancária do gestor o risco de corrupção sempre existe.
Falto à reportagem dizer que, como na área policial, na seara política também vale a máxima de que o 'preço da segurança é a eterna vigilância'.