Pedra Preta

CPI deve ouvir prefeita e secretários sobre atraso em prestação de contas e uso indevido de máquina

De acordo com o relator da CPI, Fábio Trindade (PP), serão ouvidas cerca de dez pessoas, entre elas a prefeita Mariledi e secretários

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05 de Novembro de 2013, 08h53

CPI deve ouvir prefeita e secretários sobre atraso em prestação de contas e uso indevido de máquina
CPI deve ouvir prefeita e secretários sobre atraso em prestação de contas e uso indevido de máquina

'As denúncias são verídicas e a própria defesa da prefeita admitiu que errou', disse o vereador Fábio Trindade, relator da CPI - Foto GazetaMTOs membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada pelos vereadores da cidade vizinha de Pedra Preta para apurar supostas irregularidades administrativas cometidas pela prefeita Mariledi Araujo Coelho Philippi (PDT), devem se reunir no próximo dia 22 para começar a ouvir as testemunhas arroladas no caso. Ela é acusada de sonegar informações aos vereadores e de usar uma patrol da prefeitura para limpar uma área particular e pode até ter o mandato cassado por conta das denúncias.

De acordo com o relator da CPI, Fábio Trindade (PP), serão ouvidas cerca de dez pessoas, entre elas a prefeita Mariledi e secretários municipais, arrolados como testemunhas de defesa no caso. "Nós nos reunimos durante a semana passada e eu apresentei um pré-relatório aos demais membros da Comissão, que acharam fundamento nas acusações e deram provimento a continuidade da CPI. Em seguida, foi marcada data para os depoimentos das pessoas envolvidas no caso como testemunhas", informou.

Ainda segundo o relator da Comissão, as duas denúncias formuladas contra a prefeita são graves e passíveis de punição. "As denúncias são verídicas e a própria defesa da prefeita admitiu que errou ao não prestar contas ao Legislativo. Nós vamos levar esse trabalho até o fim, por que entendemos que é para isso que a população nos deu o mandato de vereador", complementou Fábio Trindade.

Por seu lado, o procurador jurídico da prefeitura, Edno Damacena, informou que já foi apresentada uma defesa prévia aos vereadores e avalia como 'absurda' a instauração da CPI. "Esse é o maior absurdo jurídico que o País já viu. Alguém já viu, no Brasil ou no mundo, algum prefeito ou prefeita ser cassado por que mandou relatório atrasado para a Câmara?", questionou.

"Esse é um processo político que não é contra a prefeita, mas contra os quase 40% dos eleitores da cidade que votaram nela. É a escandalização do nada. Querem cassar uma prefeita que está trabalhando bem por questões político eleitoreiras de um grupo que não admite ter perdido as eleições, ter sofrido uma derrota para a população", disparou, em visível tom de revolta.

Ainda de acordo com o procurador, a denúncia do uso da máquina da prefeitura para limpar uma área particular foi feita primeiro ao Ministério Público, que no entanto, não viu irregularidade no caso. "A área é particular sim, nunca dissemos que não fosse. Mas a máquina foi usada para limpar a área para servir de estacionamento para os inúmeros caminhões que pernoitam na cidade. Foi para o benefício da população da cidade".

Ele reconhece que a prefeita Mariledi tem pouco apoio na Câmara e corre o risco de ser cassadas pelos vereadores. "Se ela continuar na linha que ela vem seguindo e que acha correta, ela será cassada sim. Não por seus defeitos, mas por seus méritos, por não entrar no jogo sujo, no esquema do jogo político", concluiu.

A prefeita Mariledi Araujo Coelho Philippi foi eleita em 2012 com 3.844 votos, que representam 38,50% dos votos válidos na eleição. Apesar da votação expressiva, ela conseguiu eleger apenas um vereador aliado, que no entanto, tem ligação política com o vice-prefeito Braulino Ferreira Rocha.

As pessoas mais próximas da prefeita acusam os vereadores de estarem criando dificuldades para a administração por conta de não terem recebido benefícios escusos da aprte de Mariledi.