Tragédia
Morte de garoto no Parque São Jorge ainda carece de explicações das autoridades
05 de Novembro de 2014, 07h09
Foi estranha a postura adotada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura em relação ao episódio da morte do garoto Túlio Martins,de apenas 8 anos. O caso é gravíssimo, mas a reação variou entre o formalismo e a indiferença.
De início chamou a atenção a tentativa de ocultar o nome da empresa contratada para fazer a obra que ocasionou o acidente. Apesar de citar valores e mencionar o prefeito Percival Muniz (PPS), a nota oficial divulgada pela secretaria não mencionava a Premier Pavimentação e Terraplanagem Ltda. Pareceu uma inversão de responsabilidades.
Nas horas seguintes a situação piorou. Ao invés de deslocar a fiscalização para o local e agilizar a solução do problema que ocasionou a tragédia, a Sinfra fiou-se apenas na promessa feita pela empresa. Resultado: o buraco, e pelo menos outros seis bueiros na região, permaneciam abertos até o fim da noite de ontem e sem qualquer sinalização. Pareceu uma brutal indiferença ao clamor popular causado pela morte do garoto.
Ontem a promessa era que os problemas serão resolvidos nesta quarta-feira (05). Mesmo que sejam, ficaremos ainda aguardando o resultado da auditoria que, espera-se, será aberta para apurar o caso.
Além de evitar a impunidade, a apuração pode ajudar a melhorar a fiscalização das obras no município - otimizando a utilização dos recursos públicos, fazendo cumprir a lei e garantindo a integridade física de todos que aqui vivem.
Seria um ótimo desfecho para um episódio que, até aqui, foi desastroso em todos os aspectos.