QUE FASE!
Três relatos de crimes sexuais envolvendo vereador de Cuiabá são investigados
05 de Novembro de 2019, 07h00
O vereador por Cuiabá Adevair Cabral (PSDB) está sendo investigado por crimes de assédio sexual contra duas mulheres e por favorecimento da prostituição, exploração sexual de vulnerável e crimes contra a criança e adolescente.
Nesta segunda-feira (04), o presidente do bairro Jardim Paraná identificado como Nilton Gomes da Silva, em Cuiabá, afirmou a um site da Capital que sua mulher foi uma das vítimas do parlamentar.
Segundo a denúncia, o vereador teria assediado sexualmente a mulher no momento em que ela fazia uma caminhada no parque Tia Nair localizado no bairro Jardim Itália, no ano passado.
Na semana passada, veia à tona outro caso referente a uma ex-servidora da Secretaria Municipal de Saúde. O caso foi divulgado após o vereador tucano registrar um boletim de ocorrência de que o também vereador Abílio Junior (PSC) estaria “espalhando” fotos íntimas suas.
Segundo a vítima, as investidas do vereador eram feitas via aplicativo de Whatsapp, onde chegou a mandar uma foto no dia 23 de maio de 2017, onde aparece apenas de "samba-canção", o parlamentar decidiu convidá-la para uma reunião na Associação dos Servidores da Prefeitura de Cuiabá, conhecida como ‘Clube Aspe’.
Ao chegar no local, teria aguardando por uns 20 minutos, quando foi autorizada a entrar na sala em que estaria o vereador. Ao abrir a porta, a enfermeira se deparou com o parlamentar se masturbando em sua frente.
A vítima relata que logo após o ocorrido teria deixado o local bastante abalada, porém, não registrou nenhum Boletim de Ocorrência na época por medo de represália.
Adevair também é investigado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) por crimes de favorecimento à prostituição, exploração sexual de vulnerável (menor de 14 anos) e crimes contra criança e adolescente. A denúncia anônima foi feita junto ao órgão no mês de agosto de 2017.
Pelo andar da carruagem outras denunciar envolvendo o parlamentar poderão surgir. Se comprovados os crimes, Adevair poderá até ter o mandato cassado.